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Amamentação: Tudo o que você precisa saber

Data

17 ● julho ● 2018
Saúde para Crianças

Amamentação: Tudo o que você precisa saber
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A amamentação é o amamentação é o período em que o bebê se alimenta do leite materno produzido, de forma bastante complexa, por sua mãe. O aleitamento materno deve ser exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida do bebê.

Este é um período de muitas adaptações tanto por parte do corpo da mãe, que deve produzir, armazenar e liberar o leite em forma de mamadas (processo que envolve não só os ductos lactíferos dos seios, mas também toda uma cascata neurohormonal) e do bebê, que está se adaptando ao ambiente extra-uterino e instintivamente procura e suga o seio. Este processo se ajusta com o passar dos dias e proporciona uma produção e ejeção de leite materno ideais para aquele bebê.

Durante a fase de amamentação, é importante que a mãe ingira líquidos suficiente para garantir a produção de leite, além de fazer uma alimentação saudável, pois todos os nutrientes da mãe são direcionados à produção de leite e ela pode ficar com deficiências. Ao contrário do que é popularmente divulgado, a alimentação materna não altera a qualidade nem o sabor do leite que é oferecido ao bebê. O sabor pode sofrer alteração ao longo de um dia, pois há pequenas variações nas proporções de água e gordura do mesmo. Não há evidências científicas para que a mãe evite certos alimentos para não provocar cólicas ou desconforto ao bebê, com raras exceções, como na Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV).

Aqui, você vai encontrar um grande resumo sobre amamentação, o que é importante para produzir mais leite, a maneira correta de amamentar e o que você precisa fazer para passar tranquilamente por este período, oferecendo o melhor alimento para o seu bebê.

Qual a importância da amamentação?

 

A amamentação é extremamente importante para a mãe e para o bebê, propiciando vantagens como nutrição ideal, proteção contra doenças para o binômio mãe-filho, prevenção de alergias alimentares e fortalecimento de laços afetivos.

 

O leite materno é um alimento produzido pelo corpo da mãe para alimentar o seu bebê exclusivamente por 6 meses. Ele contém todos os nutrientes (proteínas, carboidratos, gorduras, minerais e vitaminas) que o bebê precisa durante este tempo para crescer e se desenvolver com saúde.

O leite materno é o alimento melhor assimilado pelo sistema digestório do pequeno, absorvendo os nutrientes de forma mais eficiente e podendo produzir menos gases e mal-estar para o bebê.

Um dos grandes benefícios que apenas o leite materno oferece são os anticorpos, que fortalecem o sistema imunológico do bebê e diminuem as chances de desenvolver infecções (como otites, pneumonias, diarreias agudas) e alergias alimentares.

Durante os primeiros dias após o parto, o leite é mais amarelo, grosso, em menor quantidade e se chama colostro. Possui uma grande quantidade de gorduras e anticorpos, que são essenciais para os primeiros dias do bebê.

Para que o leite materno seja liberado, a hipófise (uma glândula que fica situada na cabeça) produz uma substância chamada oxitocina, conhecida como “hormônio do amor”. Ele auxilia no fortalecimento do vínculo mãe-bebê e contribui para o relaxamento de ambos.

 

Principais benefícios para mãe e para o bebê.

A amamentação permite inúmeros benefícios tanto para a mãe. Conheça aqui outras vantagens que somente o aleitamento materno proporciona:

 O aleitamento materno traz diversos benefícios para a mãe e para o bebê, dentre eles o fortalecimento do vínculo entre os dois.

 

Benefícios para a mãe:

  • Evita a hemorragia no pós-parto;
  • Ajuda o útero a voltar ao seu tamanho antes da gravidez;
  • Pode facilitar a perda do peso adquirido ao longo da gestação;
  • Diminui o risco de câncer de mama, endométrio e ovário;
  • Diminui o risco de diabetes tipo 2.

 

Principais benefícios para o bebê:

  • Previne doenças infecciosas, como otites, pneumonia, diarreias;
  • Diminui o risco de Síndrome da Morte Súbita do Lactente;
  • Reduz as chances do bebê desenvolver alergias alimentares;
  • Reduz as chances do bebê ter cólicas;
  • Ajuda a acalmar o bebê;
  • Está sempre pronto para consumo e já sai na temperatura adequada;
  • Diminui o risco do bebê desenvolver depressão na vida adulta.

Como manter uma amamentação saudável e perfeita para o bebê.

A alimentação da mãe

De acordo com o Ministério da Saúde, a composição do leite materno é muito parecida entre todas as mulheres que amamentam no mundo, apesar de a alimentação sofrer enormes variações. Somente lactantes (mulheres que amamentam) com desnutrição grave podem diminuir a qualidade e quantidade do leite produzido. Portanto, todos os nutrientes ingeridos pela mãe priorizam a produção adequada de leite materno e, caso a lactante não se alimente bem, pode apresentar déficits nutricionais.

Uma alimentação rica em vitaminas é fundamental para a mãe que está amamentando

Por isso, é importante que a alimentação da mãe seja variada e rica em nutrientes e vitaminas. É recomendado que ela ingira muitas frutas, vegetais, legumes, cereais integrais e laticínios, evitando alimentos industrializados e gordurosos.

 

Durante o período em que está amamentando, a mãe pode emagrecer, mesmo com um aumento de calorias na dieta. Isso acontece de forma gradual e lenta, devido à energia gasta durante a produção de leite e o processo de amamentar.

A dieta da lactante não deve ser restritiva e deve seguir os princípios de uma alimentação saudável:

 

– Ingerir pelo menos 2 frutas por dia;

– Legumes e verduras devem estar frequentemente presentes no almoço e jantar;

– Comer peixe cerca de uma vez por semana;

– Consumir diferentes laticínios uma vez ao dia;

– Acrescentar à dieta carboidratos bons, como cereais e pães integrais.

 

Uma das coisas mais importantes a se fazer é ingerir bastante líquidos (água, sucos naturais, água de coco, chás) para ajudar na produção de leite, idealmente entre 3 a 4 litros por dia.

Aqui você encontra mais dicas sobre alimentação saudável para a saúde da mulher.

Não existem provas científicas para que a mãe não coma certos tipos de alimentos a fim de evitar gases e cólicas nos bebês. A dieta materna deve ser o mais ampla, rica e variada possível. As restrições são indicadas em raros casos, como os de Alergia à Proteína do Leite de Vaca.

O leite de vegetais é um alimento recomendado para prevenir alergias na mãe durante a amamentação.

Alimentos como frituras, embutidos, queijos gordos, refrigerantes, bolos e biscoitos, e tudo o que tenha excesso de gordura e açúcar devem ser evitados. São alimentos pobres em nutrientes e com excesso de calorias.

O consumo de bebidas alcoólicas deve ser evitado pela mãe durante o período de amamentação, pois o álcool é passado para o bebê através do leite. Caso a mãe deseje ingerir álcool, mesmo em pequenas quantidades, ela deverá conversar com o pediatra do seu bebê para que este a oriente.

Periodicidade e duração das mamadas

A amamentação pode variar em relação aos horários, periodicidade e duração, tanto de um bebê para o outro, como o mesmo bebê ao longo de um dia e dos meses.

Não há um tempo pré-definido para cada mamada, mas é provável que esse tempo diminua com o passar dos meses.

 

Não existe uma regra de que a mãe deve oferecer sempre as duas mamas. Há crianças que ficam satisfeitas e ganham peso bem mamando somente um seio por mamada. Este é um ajuste, uma percepção, que deverá ser feita ao longo da amamentação. Caso seu bebê não esteja ganhando peso suficiente, converse com seu pediatra. Ele poderá te orientar que você tente oferecer sempre as duas mamas em vez de uma só.

 

Na mamada seguinte, a mãe deverá iniciar a amamentação pelo lado onde o bebê mamou menos, a fim de estimular a produção de leite igualmente.

 

Até o sexto mês de vida, é fortemente recomendada a amamentação em livre demanda, isto é, não limitar periodicidade e nem duração das mamadas, colocando o lactente (bebê que mama) no seio quando ele der sinais precoces de fome.

A posição da mãe e do bebê são fundamentais para o sucesso da amamentação.

A Academia Americana de Pediatria recomenda, de forma geral, de 8 a 12 mamadas nas 24h; os horários vão depender da fome do bebê e podem variar entre 2h a 3h durante o dia e até 5h durante a noite. A duração de cada mamada também é variável; a lactante deve estar atenta para que o bebê mame até que seu seio esteja completamente esvaziado.

Algumas mães costumam anotar os horários das mamadas para ter um melhor controle, mas isto não é necessário, a menos que o bebê não esteja ganhando peso adequadamente e seu pediatra solicite este diário para entender melhor como estão sendo realizadas as mamadas.

Alguns bebês, quando saciados, adormecem no peito e não desabocanham o seio. É importante que a mãe reconheça quando o bebê mamou efetivamente e sinais de que está satisfeito (ele fica relaxado; pode ficar de bom-humor ou dormir). Nestes casos, a mãe pode colocar seu mindinho no canto da boca do bebê para tirar o vácuo e retirar a boca do bebê da mama sem ferir seu mamilo.

Posições ideais para a amamentação

 

A posição correta de amamentar contribui para uma amamentação eficiente e confortável. Falamos em posição para descrever duas coisas: como a mãe vai se acomodar e o posicionamento do bebê em relação à mãe. A posição adequada do bebê é fundamental para que ele faça a pega correta:

  • Ficar “barriga com barriga” em relação à mãe, ou seja, com o corpo de frente para o da mãe, bem próximo;
  • A cabeça e coluna do bebê devem estar alinhados;
  • A boca do bebê deve estar de frente para o mamilo;
  • A mãe deve sustentar o corpo e o bumbum do bebê com o braço e a mão;
  • O queixo do bebê deve tocar o seio materno;
  • A mãe deve aproximar a boca do bebê do seu seio, para que o ele a abra o suficiente.

Já a pega correta, isto é, a forma como o bebê abocanha o seio, é indispensável para que ele sugue de forma eficiente, se nutrindo adequadamente e estimulando a produção de leite, bem como para evitar a dor ao amamentar e, por consequência, que se formem fissuras mamilares (rachaduras nos mamilos), entre outras lesões nos seios.

Para que o bebê pegue corretamente as mamas, é preciso que abra bem a boca e abocanhe grande parte da aréola; uma porção da parte de cima pode continuar visível em mamas mais volumosas.

 

Se o bebê pegar somente no mamilo, com a boca mais fechada, é preciso reposicioná-lo, pois isso pode provocar dor e fissuras mamárias, prejudicando a continuidade da amamentação.

Existem várias posições que a mãe pode adotar para amamentar:

1: Deitada

Deve-se oferecer a mama que está mais próxima do colchão e para ficar mais confortável, apoie sua cabeça numa almofada e verifique sempre se o a pega está correta para evitar fissuras mamárias. Esta posição é muito confortável, principalmente durante as mamadas noturnas.

2: Tradicional

A mãe deve colocar o bebê deitado no seu colo e sentar-se de confortavelmente em uma cadeira ou sofá. A posição está correta quando a barriguinha do bebê encosta na da mãe, enquanto ela segura o bebê com os dois braços por baixo do seu corpinho.

 

3: Bola de futebol americano

De novo, a mãe deve sentar-se confortavelmente e pegar o bebê em seus braços. Ela deve segurar o bebê como se fosse uma bola de futebol americano, apoiando a cabeça dele com a palma da mão do mesmo lado da mama que vai oferecer.

 

4: Cavaleiro

Com a mãe sentada confortavelmente, ela posiciona o bebê sentadinho na coxa do mesmo lado da mama que vai oferecer. As pernas do bebê ficam abertinhas, envolvendo a coxa da mãe. Daí é só posicionar a cabeça do bebê contra a mama – sempre apoiando, até que o bebê saiba sustentar a cabeça sozinho. Esta posição é bastante interessante pros bebês mais dorminhocos durante as mamadas, porque exige uma postura um pouco mais ativa do bebê.

A mãe pode variar de posições para conseguir adequar a pega, por exemplo. Em caso de fissuras mamárias, a troca de posição pode fazer que uma parte diferente da boca do bebê abocanhe de forma diferente a mama, gerando menos dor.

 

Como fazer o bebê arrotar?

De acordo com o UpToDate, a eructação (ato de arrotar) ocorre pela passagem de ar que volta do esôfago (tubo que leva a comida da garganta até o estômago) ou estômago e sai pela boca. Nos bebês, ocorre de forma involuntária e se deve ao fato deles engolirem uma quantidade variável de ar durante as mamadas.

 

Para os bebês amamentados exclusivamente ao seio materno, não existe a necessidade de fazê-los arrotar. Caso a mãe observe que, após as mamadas, o bebê, apesar de parecer satisfeito, fica inquieto, pode tentar coloca-lo para arrotar e ver se melhora. Se melhorar a inquietação, talvez mesmo mamando peito este bebê precise arrotar.

 

É importante que as mamães saibam que o período em que os bebês engolem mais ar é quando eles choram, e não durante as mamadas. No início, talvez seu bebê precise de ajuda para arrotar. Alguns bebês demoram até 20, 25 minutos para conseguirem arrotar. Você pode ajuda-lo mudando-o de posição umas 4 ou 5 vezes nesse período: coloque-o sentadinho, depois contra o ombro, de bruços… Não é necessário bater vigorosamente no dorso do bebê; você pode fazer uma leve massagem. Conforme ele for crescendo, por volta dos 4 aos 6 meses, provavelmente ele conseguirá fazer isso sozinho com mais facilidade.

Não existe uma quantidade de vezes em que o bebê tenha que arrotar e também não há um consenso entre cheiro ou barulho, se deve ser alto ou baixo. Como quase tudo na amamentação, vale a máxima: cada bebê é de um jeito.

 

O choro pode indicar que o bebê está desconfortável e não consegue arrotar.

Nunca deite o bebê após a mamada. Assim que o bebê terminar de mamar, deixe-o em uma posição com a cabeça mais elevada que o corpo, para evitar o refluxo. A regurgitação pode provocar engasgos. Com o passar dos tempos, caso seu bebê esteja ganhando peso adequadamente e não regurgite, seu pediatra pode orientar que você pode deitá-lo logo após mamar.

É comum que os bebês se engasguem durante a mamada, devido à adaptação e coordenação dos processos de sucção, deglutição e respiração do bebê, além do fluxo de ejeção do leite. Por isso, é fundamental amamentar com bastante tranquilidade, respeitando o ritmo de sucção do bebê.

É importante distinguir o engasgo parcial do engasgo total. No engasgo parcial, o bebê pode ficar ofegante e agitado, respirar mais rápido e chorar; o choro significa que ele está respirando, por isso é parcial. Se o rostinho ou lábios do bebê começarem a ficar roxos, pode significar que ele tenha um engasgo total e não esteja respirando; neste caso, ele não vai conseguir chorar e nem tossir. Caso isto aconteça, realize a manobra de Heimlich e chame ajuda médica (193 para os Bombeiros e 192 para o SAMU).

 

Até quando devo amamentar?

Os benefícios que a amamentação traz para o bebê e para a mãe são inegáveis. Mas até quando o aleitamento materno não deve mais ser exclusivo? Até quando é importante amamentar?

O processo do desmame acontece quando o bebê passa a conhecer outros alimentos.

O processo de desmame se inicia quando outros alimentos são introduzidos além do leite materno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de idade. Em raríssimas situações, quando a mãe não puder amamentar, é necessária complementação e/ou substituição com outros alimentos, sob orientação médica.

 

Depois dos seis meses, o bebê já tem seu sistema digestório amadurecido para receber outros alimentos e necessita de alguns nutrientes que não são suficientemente encontrados no leite materno.

A partir de então, o bebê começa a diminuir o número de mamadas e adquire a habilidade de mastigar, começando pelas frutas amassadinhas e refeições principais, progredindo a consistência e aumentando a variedade de alimentos até comer a mesma comida da família. Durante o primeiro ano de vida a alimentação deve ser complementar ao leite materno – que continua sendo o principal.

Segundo a OMS, o aleitamento materno deve acontecer pelo menos até os dois anos. A introdução alimentar é um processo lento, gradual, que deve ocorrer principalmente entre os 6 meses e o primeiro ano de vida. É natural que o bebê ainda prefira o leite materno no ínicio, e que mame muito. Isto não é um problema, desde que, aos poucos, a mãe organize intervalos para que o bebê tenha apetite para comer. Como já dissemos, é só a partir dos 12 meses que a alimentação deixa de ser complementar, então é importante progredir com a introdução alimentar, mas respeitando o ritmo do seu bebê.

 

Principais problemas e dificuldades na amamentação

A dor, ardor ou desconforto nos seios pode ocorrer nas primeiras semanas da amamentação devido à descida do leite. Depois disso, a amamentação se torna prazerosa, relaxante.

Alguns problemas podem manter a dor e/ou desconforto ao amamentar. Eles se devem quase sempre à posição e pega incorretas: traumas (rachaduras) mamilares, ingurgitamento (empedramento) mamário, mastites, etc. Na maioria das vezes, não é aconselhável que a mãe deixe de amamentar (ou pelo menos de ordenhar o seio ferido).

 

Conheça estas dicas para prevenir as dores nos seios durante a amamentação:

– A amamentação deve começar o mais cedo possível (idealmente em até 30min após o parto).

– Amamente em livre demanda – o bebê que é colocado no peito assim que dá sinais precoces de fome tem menos chance de sugar com força excessiva.

– Fique atenta à técnica correta de amamentar (posição e pega).

– Mantenha os mamilos secos e, caso utilize forros devido vazamento de leite, troque-os com freqüência.

– Evite o uso de protetores de mamilo.

– Inicie a mamada pela mama menos dolorida.

– Use um sutiã que não bloqueie a drenagem do leite e não use cremes desnecessários nos mamilos.

– Ofereça a mama cerca de 8 a 12 vezes por dia.

– Dê tempo para que o bebê esvazie bem as mamas.

– Troque de seio várias vezes numa mamada se a criança estiver sonolenta ou se não sugar vigorosamente.

– Evite o uso de mamadeiras e chupetas, pois podem provocar a confusão de bicos. Para identificar a confusão de bicos, esteja atenta aos seguintes sinais: morder o seio com frequência; apresentar dificuldade para realizar a pega do seio; ao final da mamada, empurrar o seio para fora da boca para segurar apenas o mamilo; aceitar mamar apenas quando está dormindo ou sonolento; deixar os mamilos feridos ou assados após a mamada; chorar ao final das mamadas, querendo pegar a chupeta para dormir; chorar ou “brigar” com o seio no começo da mamada porque não sai leite materno imediatamente; recusar o seio como consolo em diversas situações; ter ânsia de vômito quando abocanha o seio; preferir claramente a mamadeira ou a chupeta ao seio; pouco ganho de peso.

– Descanse. O estresse e a ansiedade influenciam na amamentação. Mães que amamentam, mesmo que despertem diversas vezes à noite para amamentar, têm o benefício hormonal da ocitocina, que promove a sensação de bem-estar; elas costumam relatar que dormem melhor do que as mães de crianças que tomam mamadeira.

– Escolha um ambiente calmo e fique confortável (roupas, posição, luzes, etc) para amamentar.

– Alterne diferentes posições de mamadas, reduzindo a pressão nos pontos dolorosos ou tecidos danificados.

– Não use produtos que retirem a proteção natural do mamilo, como sabões, álcool ou qualquer produto secante.

– Aplique apenas leite materno se houver alguma lesão aparente. O leite materno contém emolientes naturais e ação bactericida. Quando houver feridas nos seios, ordenhe algumas gotas de seu próprio leite e coloque sobre a região afetada. Antes de cobrir o seio, espere que o leite seque completamente.

– Ajuste a posição da boca do bebê sobre o seio. Como dito anteriormente, na hora de abocanhar o seio (pega), o bebê pode machucá-lo se sugar somente o “bico” (mamilo). Para isso não ocorrer, é preciso que a boca do bebê cubra a maior parte da aréola. Faça com que o bebê abra bastante a boca; se você tocar o lábio superior do bebê com seu mamilo, ele terá um estímulo para abrir a boca e será mais fácil ajustar a pega. Pode ser necessário reajustar a pega diversas vezes durante a mamada.

 

Se a dor já estiver instalada, procure ajuda médica. Raramente, pode ser necessário o uso de medicações para tratar o problema que está causando a dor; neste caso, peça orientação ao pediatra. O uso de compressas mornas e frias, sem orientação médica, pode piorar o problema que está causando a dor. Não há embasamento científico para o uso de almofadinhas de hidrogel e aplicação de unguentos nos seios (o bebê vai colocar a boca ali; qualquer tentativa de retirar o resquício do hidrogel ou do unguento pode gerar trauma mamilar devido fricção).

 

O que fazer quando tiver pouco leite?

Os desafios da amamentação são muitos, mas todas as mães têm o potencial de produzir leite suficiente para seus bebês. A produção de leite pode diminuir ou simplesmente parar devido à falhas na técnica de amamentar ou, mais raramente, por algum problema de saúde da mãe ou do bebê.

Uma alimentação correta e saudável estimula a produção de leite.

A produção e ejeção de leite são estimuladas com a sucção adequada e constante do bebê. Todas as orientações anteriores para evitar a dor nas mamas também valem para estimular a produção suficiente de leite. Quando o bebê apresenta anquiloglossia (freio lingual curto), a sucção pode não ser adequada e isto fazer com que a produção de leite não seja efetiva.

 

Algumas mães acreditam ter pouco leite porque seus bebês continuam chorando, mesmo após se alimentarem. Choro nem sempre é sinal de fome. Nos recém-nascidos, é uma das poucas formas de comunicação que o bebê tem. O choro também pode sinalizar desconforto por urina, fezes, frio, calor, necessidade de arrotar, cansaço excessivo, ou eles podem simplesmente chorar porque estão se adaptando ao ambiente extra-uterino.

 

Outras mães acham que têm pouco leite porque, quando ordenham, seja manualmente ou com auxílio de bomba extratora, conseguem pouco volume de leite. Isto pode não ser verdadeiro. A ordenha requer prática, calma, técnica correta e o reflexo de ejeção de leite demora minutos a mais para se iniciar do que quando o bebê realiza o estímulo sugando.

 

Nos primeiros dias, é normal produzir apenas algumas gotas de um leite mais grosso, amarelado, chamado colostro. Isto não deve ser motivo de preocupação, pois o estômago do recém-nascido é muito pequeno e esta pequena quantidade é suficiente para nutri-lo, além de ser rico em anticorpos (células de defesa).

 

A mãe deve aproveitar as dormidas do bebê para descansar e estar pronta para amamentar novamente.

Próteses nos seios

As mulheres que têm próteses de silicone, podem amamentar.  A prótese não interfere na estrutura da glândula mamária, pois é colocada atrás dela, ou seja, não afeta os ductos lactíferos.

 

No entanto, se a cirurgia for de redução das mamas, ela poderá seccionar alguns ductos lactíferos na retirada de tecido mamário, e a produção pode ficar comprometida.

 

Bico invertido e bico plano

Os chamados bicos invertido e plano ocorrem quando os mamilos se projetam para dentro. Neste caso, a amamentação pode ser mais difícil inicialmente.

 

Para saber que tipo de mamilo você tem, basta com ajuda dos dedos indicador e polegar fazer uma espécie de “C” e suavemente pressionar a região da aréola. Se o mamilo não ficar saliente, então ele é plano; caso se volte para dentro, ele é invertido.

 

Mesmo com o bico invertido é possível amamentar – basta que seja estimulado pela sucção do bebê. O próprio movimento da boca do bebê sugando ajuda a fazer com que a pega seja cada vez mais fácil, e que o bico vá se moldando.

 

Como o pediatra pode ajudar?

O processo de amamentar é um ato extremamente importante após o nascimento do bebê e pode gerar muitas dúvidas nas mães: será que a pega está correta? O bebê está ganhando peso adequadamente? Quais as posições para amamentar?

 

Aqui, apresentamos algumas dicas para facilitar a amamentação e torná-la um processo mais prazeroso. Contudo, se você ainda tiver dúvidas, o acompanhamento por um profissional de amamentação vai ajudá-la a passar por estas incertezas de forma mais tranquila.

O pediatra pode te auxiliar analisando todo o seu contexto, observando o ganho ponderal do seu bebê, intervindo para corrigir com posição e pega corretas e, às vezes, indicar tratamento medicamentoso em casos de dores, ingurgitamentos e infecções. Ele também pode indicar o uso de compressas, do método de relactação, entre outras intervenções. Você pode procurar um pediatra até mesmo durante o pré-natal, para receber orientações individualizadas sobre amamentação e já se sentir mais segura e preparada.

 

 Conclusão

Amamentar é uma das melhores formas de carinho que você pode ter com o seu bebê.

Amamentar é um mais do que alimentar: é nutrir de amor, carinho e aconchego; o elo pelo qual você proporciona o alimento mais perfeito do mundo para o seu bebê, feito exclusivamente para ele.

 

O leite materno é fundamental para o bebê e deve ser exclusivo até os seis meses de vida, garantindo que ele receba todos os nutrientes que precisa e fique protegido de possíveis alergias e doenças.

 

O começo nem sempre é fácil; algumas mães ficam inseguras e precisam de apoio e paciência inicialmente para que o bebê pegue a mama da forma correta e não machuque o mamilo.

 

É importante que a mãe faça uma alimentação saudável, que inclua bastante frutas e verduras. É fundamental também que as mães tomem bastante líquido para manter a produção de leite.

 

Mesmo que o processo de amamentação seja inicialmente difícil, não desista de amamentar o seu bebê. Busque ajuda do pediatra e proporcione ao seu bebê este alimento que só traz benefícios pra você e pra ele.

 

A Sociedade Brasileira de Pediatria disponibiliza um manual de amamentação que você pode acessar neste link e tirar mais dúvidas.

Você também pode obter ajuda com o banco de leite mais próximo. Confira aqui toda a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

Acompanhe o nosso blog e fique por dentro de mais dicas para cuidar da  sua saúde. Outros artigos do blog também vão esclarecer as suas dúvidas e ajudar você a se prevenir de algumas doenças.

 

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