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Toxoplasmose: Sintomas, Causas e Tratamento

Data

3 ● julho ● 2018
Saúde de A a Z

Toxoplasmose: Sintomas, Causas e Tratamento
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A toxoplasmose é uma doença por vezes silenciosa, mas não inofensiva.

Ainda que muita gente sequer perceba os seus sintomas, há grupos de risco nos quais as consequências tendem a ser graves.

Para evitar qualquer tipo de complicação, o melhor a fazer é apostar em medidas preventivas.

E a primeira delas é o conhecimento que você adquire sobre a doença, lendo este artigo até o final.

Você vai descobrir ao longo do texto tudo sobre a toxoplasmose: sintomas, transmissão, causas, diagnóstico e tratamento.

Vamos explicar se a toxoplasmose tem cura e se é verdade que a toxoplasmose na gravidez pode acarretar em sequelas para a gestante e também para o bebê.

Este é um guia completo sobre uma doença comum, mas que exige a sua atenção.

Boa leitura!

O que é Toxoplasmose?

A toxoplasmose é uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii e que pode atingir o cérebro, o pulmão e outros órgãos do corpo humano.

Você talvez já tenha ouvido falar dela como a doença do gato.

Isso porque o protozoário que a causa é encontrado nas fezes desse e de outros felinos.

É ali que se dá a reprodução sexuada do parasita.

Mas ainda que a cultura popular “culpe” os gatos, outros animais e mesmo os seres humanos são considerados como hospedeiros intermediários da doença, e é neles que o protozoário mantém a sua fase assexuada.

Inclusive alimentos contaminados representam um alto risco para o contágio.

Também insetos podem ser responsáveis pela propagação da toxoplasmose.

A verdade é que há muito a saber sobre essa doença, entre mitos e verdades, sintomas, diagnóstico, tratamento e mais.

No próximo tópico, vamos explicar como ela se manifesta.

Quais os sintomas?

Um dos agravantes da toxoplasmose está no seu caráter assintomático.

Isso significa que, na maioria dos casos, o seu portador sequer percebe qualquer alteração que sugira a doença.

Mais precisamente, em apenas 10% das ocorrências, há relatos de sintomas.

Então, a toxoplasmose não é perigosa?

Não se engane pensando assim.

Há riscos de complicações especialmente para gestantes e pessoas com o sistema imunológico debilitado e, por isso, mais suscetíveis a inflamações e infecções.

E é por isso que o fato de não apresentar sintomas é que torna a doença tão traiçoeira.

Já entre aqueles que experimentam a manifestação da toxoplasmose, os principais relatos são de:

  • Dor no corpo
  • Dor de cabeça
  • Dor de garganta
  • Coriza
  • Fadiga
  • Febre
  • Aumento de gânglios.

Em determinados casos, os sintomas da toxoplasmose podem se estender por semanas.

E como já dito, a atenção especial vai para as pessoas com sistema imunológico comprometido, como os portadores de HIV, os pacientes recentemente transplantados ou que estão recebendo quimioterapia.

Esse grupo pode apresentar sintomas mais graves, incluindo:

  • Convulsões
  • Confusão mental
  • Coordenação deficiente
  • Visão turva
  • Manchas pelo corpo
  • Encefalite
  • Problemas de audição
  • Problemas pulmonares e cardíacos.

Perceba que, como alertamos, os sintomas se tornam mais sérios conforme o paciente afetado.

Outro grupo de risco é o dos bebês que nascem de mães infectadas.

Eles podem ter graves problemas de saúde no futuro, uma vez que os sinais da doença costumam se manifestar somente na adolescência.

Ou seja, anos depois.

Entre eles, podemos destacar:

  • Icterícia (cor amarelada da pele e branco dos olhos)
  • Convulsões
  • Infecções oculares graves
  • Fígado e baço aumentados.

Grupos de Risco da Toxoplasmose

Qualquer pessoa, quando em contato com o parasita, pode ser infectada.

Mas ao conhecer os sintomas da toxoplasmose, fica mais claro quem são os indivíduos mais ameaçados.

Só que eles não são únicos.

Veja quais são os principais grupos de risco para a doença:

  • Pacientes em quimioterapia, pois afeta a resistência do organismo
  • Portadores de Aids/HIV, pois possuem o sistema imunológico debilitado e mais vulnerável à ação do Toxoplasma godii
  • Mulheres grávidas, que também podem passar a doença para o bebê
  • Pessoas que fazem uso de alguns medicamento que causam prejuízos ao sistema imunológico.

Mais à frente, vamos falar na identificação da doença, mesmo quando não há sintomas relatados.

Antes, porém, vamos entender o que causa a toxoplasmose.

O que causa a Toxoplasmose?

Como já destacamos, a toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii.

Ela pode ser contraída pela ingestão de alimentos contaminados ou de forma congênita, transmitida da mãe infectada para o bebê.

E onde entram o gato e os demais felinos nisso?

Principalmente no que diz respeito à reprodução do parasita e não na transmissão da doença.

Especificamente sobre o contágio, a maior atenção deve ser sobre as carnes mal cozidas, em especial de carneiro e de porco.

Não significa que toda carne mal passada cause toxoplasmose, mas é possível que o tempo de cozimento não tenha sido suficiente para eliminar possíveis protozoários nela.

Quando a pessoa infectada é saudável, o sistema imunológico acaba defendendo o organismo contra o parasita, mantende-o inativo e impedindo que ela seja infectada novamente.

O problema, não custa lembrar, é quando o indivíduo acometido se revela mais vulnerável.

Então, podemos resumir que as principais causas da doença são:

  • Ingestão de carne crua ou mal passada
  • Ingestão de frutas e vegetais mal lavados
  • Transfusão de sangue ou transplante de órgãos
  • Contato com fezes de gato
  • Uso de utensílios de cozinha contaminados.

Com exceção das infecções intrauterinas, a toxoplasmose não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de uma pessoa para outra.

Diagnóstico

Aqui, reside o principal desafio quando o assunto é toxoplasmose.

Afinal, como diagnosticar uma doença quando sequer ela é percebida, o que acontece na maioria dos casos?

De forma geral, ela pode ser identificada durante uma avaliação clínica de rotina, quando o paciente realiza exames de sangue para pesquisa das Imunoglobulinas IgM e IgG, por exemplo.

Ele então irá demonstrar a presença ou não de anticorpos específicos para a doença.

Esses mesmos exames são solicitados quando sintomas são relatados.

Já pessoas que integram os grupos de risco precisam investigar a possibilidade de ocorrência da toxoplasmose com mais frequência.

As mulheres grávidas devem realizar os exames durante o pré-natal, para testar a resistência dos anticorpos.

Caso o resultado seja negativo, isso pode significar que você nunca teve a toxoplasmose e que não está imune à doença.

Ou seja, o que pode parecer uma boa notícia, na verdade é um alerta, pois exige um cuidado a mais durante a gestação.

Quando a gestante é infectada, o médico pode pedir outros dois exames para saber se o feto também foi afetado.

São eles:

  • Amniocentese: com uma agulha bem fina, o médico remove uma pequena quantidade do saco amniótico, que envolve o feto. Esse procedimento deve ser realizado após 15 semanas de gravidez e pode causar complicações como cólicas, irritação e um pequeno risco de aborto espontâneo.
  • Ecografia: o teste produz imagens do bebê no útero para saber se há acúmulo de líquido do cérebro (hidrocefalia).

Mesmo que os exames tenham dado negativo, ainda assim o recém-nascido deve ser submetido a exames durante o primeiro ano de vida.

Em casos mais graves, é preciso realizar outros exames de imagem para verificar a presença de lesões ou cistos no cérebro.

Para isso, o especialista deve pedir exames como a ressonância magnética e a biópsia cerebral.

Relação da toxoplasmose com a microcefalia

Você já deve ter ouvido falar que a toxoplasmose, assim como o Zika vírus, quando passado da mulher grávida para o feto, é responsável por complicações como a microcefalia.

Mito ou verdade?

De acordo com um estudo, realizado na Universidade Estadual de Londrina, como resultado da infecção intrauterina, a toxoplasmose neonatal varia em severidade, indo do assintomático ao fatal.

Dentre as possíveis complicações mais graves, está justamente a microcefalia.

Em outro estudo, este publicado na Revista de Trabalhos Acadêmicos – Universo Recife, foi observado que o risco de infecção fetal na toxoplasmose aumenta de acordo com a idade gestacional.

Por outro lado, a gravidade das sequelas diminui.

Os pesquisadores ainda reforçam que a microcefalia pode causar severas lesões neurológicas em recém-nascidos.

Por isso, demandam uma equipe multidisciplinar para auxiliar no seu desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida.

Então, temos aqui mais um bom motivo para gestantes realizarem o acompanhamento pré-natal, além de conversarem com o médico sobre os exames necessários e medidas de prevenção contra a toxoplasmose.

O Parasita e seu ciclo de vida

O Toxoplasma gondii é um protozoário do reino Chromalvelata, microscópico do filo Apicomplexa e com ciclo de vida facultativamente heterogêneo.

Toda essa “sopa de letrinhas” serve para identificar o inimigo número 1 quando se fala em toxoplasmose.

E é muito importante entender o ciclo de vida desse parasita para promover ações preventivas.

Como já dito, ele tem os gatos e outros felinos como hospedeiros definitivos (reprodução sexuada) e outros animais como hospedeiros intermediários (reprodução assexuada).

O Toxoplasma gondii só consegue completar o seu ciclo nos felinos, já em outros animais ele apenas mantém a sua fase assexuada.

Os felinos são infectados ao ingerir o parasita e, por consequência, eles acabam eliminando oocistos imaturos em suas fezes.

Após a sua eliminação, ocorre a esporulação.

Ou seja, um aumento de volume do parasita e a produção de esporozoítos no seu interior.

O tempo para isso acontecer depende das condições ambientais no solo onde está o oocisto.

E então, a infecção dos hospedeiros intermediários se dá a partir da ingestão do oocisto eliminado pelos felinos.

Na fase assexuada, que acontece nos linfonodos e nos tecidos dos humanos, por exemplo, é que um taquizoíto (forma que o parasita se apresenta durante o ciclo) presente em uma célula divide o seu núcleo e o seu citoplasma dentro de sua membrana.

Dessa maneira, a membrana citoplasmática envolve vários taquizoítos-filhos, produzidos por divisões sucessivas, resultando grupos de taquizoítos semelhantes.

Traduzindo para uma linguagem mais acessível, podemos dizer que, depois de infectar um humano, o parasita habita o seu corpo e é neste momento que desencadeia, ou não, os sintomas da toxoplasmose.

Quando isso não acontece, o ciclo de vida do Toxoplasma gondii pode chegar ao fim sem que a doença se manifeste.

Toxoplasmose tem cura?

A pergunta deste tópico é uma das mais comuns quando o assunto é toxoplasmose.

Afinal, uma vez contraída a doença, será que nunca mais nos livramos dela?

Para entender melhor, é preciso separar entre cura e retorno da doença.

Inicialmente, podemos afirmar que a toxoplasmose tem cura quando o paciente realiza o tratamento de maneira correta.

Ou seja, quem procura o médico rapidamente e segue as suas recomendações à risca, não costuma enfrentar problemas para se ver livre da doença.

Porém, isso não o impede de ser infectado novamente – e esse é o outro ponto a ser analisado.

Então, para se manter distante da toxoplasmose, só há um jeito: a prevenção.

E é sobre ela que vamos falar no próximo tópico.

Como prevenir a toxoplasmose

A toxoplasmose é uma doença bastante evitável, o que significa dizer que cuidados básicos no dia a dia podem fazer você se manter longe dela.

Mas é importante levar esse compromisso com a saúde a sério.

Confira quais são as principais medidas a adotar para prevenir a sua ocorrência:

  • Não comer carne crua ou mal passada, principalmente a carne de porco e de cordeiro
  • Lavar bem as frutas e legumes, principalmente aqueles que são ingeridos sem cozimento, ainda crus
  • Usar luvas para trabalhar com o solo e jardim e lavar bem as mãos após a tarefa
  • Lavar utensílios de cozinha com água quente depois de preparar carnes
  • Não beber leite não pasteurizado, pois podem conter parasitas do toxoplasma
  • Tomar cuidado ao levar os filhos para brincar na areia e sempre lavar as mãos depois.

Ao seguir todas essas dicas, a toxoplasmose não deve ser um problema para você ou sua família.

Contudo, ao perceber qualquer um de seus sintomas, busque ajuda médica.

Somente o especialista, como veremos a seguir, é que pode determinar qual o melhor tratamento a seguir no enfrentamento da doença.

Qual o tratamento para toxoplasmose

Como é uma doença que não possui sintomas, em linhas gerais, a maioria dos casos também não requer tratamento para a toxoplasmose.

Você já pode ter sido acometido por ela sem perceber.

Porém, dependendo do estado do sistema imunológico do paciente, principalmente, a doença adquire um caráter mais sério.

Nesses casos, o médico pode indicar medidas para o seu enfrentamento.

Veja em quais situações um tratamento se faz necessário:

  • As infecções agudas em gestantes devem ser tratadas para diminuir a chance de contaminação do feto
  • Pacientes com infecção da retina também devem ser tratados
  • As infecções adquiridas através da transfusão de sangue ou por acidentes com materiais contaminados devem ser tratadas, pois são considerados graves
  • O feto contaminado também precisa de tratamento, que pode ser prejudicial para o bebê
  • Pessoas com sistema imunológico comprometido devem ser tratadas, pois dependendo da causa, a infecção pode ser fatal.

A abordagem terapêutica costuma utilizar medicamentos antibióticos, mesmo para mulheres grávidas.

Quando a toxoplasmose afeta apenas a gestante, o tratamento é feito com um antibiótico que não chega até o feto, com ótimos resultados.

A espiramicina é tida como uma droga mais leve e com menor número de contraindicações e efeitos colaterais.

Já quando o feto é infectado, o tratamento é feito com outro antibiótico e os resultados podem não ser tão bons.

Dessa forma, se torna imprescindível iniciar o tratamento o mais rápido possível, pois isso pode determinar as complicações futuras.

Normalmente, o período de incubação da toxoplasmose vai de 10 a 23 dias, quando causada por ingestão de carne mal passada, e de 5 a 20 dias, quando a causa for o contato com fezes de gatos.

De todo modo, não custa lembrar que só o médico é quem pode recomendar o uso de qualquer que seja o remédio.

Surto de toxoplasmose em Santa Maria

Se você é um leitor antenado nas notícias, deve ter visto recentemente informações sobre um surto de toxoplasmose na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Foram confirmados mais de 500 casos da doença, sendo pelo menos 20 deles em gestantes.

As causas do contágio em massa ainda estão sendo investigadas, mas esse já é o maior surto de toxoplasmose no estado.

Outro agravante, também provocado em razão do alto número de casos da doença, está na baixa disponibilidade de medicamentos para o seu enfrentamento.

Renato Alves, coordenador de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, declarou que uma parte dos remédios seria enviada para a cidade até julho.

No entanto, um dos produtos utilizados no tratamento só deve estar disponível em outubro, devido a problemas de licitação.

Conclusão

Este artigo apresentou um guia sobre a toxoplasmose, uma doença endêmica no Brasil.

Estima-se que aproximadamente 50% da população já tenha entrado em contato com o protozoário que a causa.

Não são todos os infectados que possuem sintomas da doença e muitos deles também não precisam realizar nenhum tipo de tratamento.

Por outro lado, a atenção deve ser redobrada para grupos de risco, como gestantes e pacientes com imunidade baixa.

No primeiro trimestre de gestação, o risco de aborto chega a ser 10 vezes maior em mulheres com toxoplasmose do que em grávidas sem a doença.

Como a toxoplasmose não passa de uma pessoa para outra, a melhor maneira de ficar longe dela é lavando bem as frutas e legumes e evitando comer carnes cruas ou mal passadas.

Pode parecer um pouco chato, mas tome cuidado ao deixar seu filho brincando na areia em parquinhos.

Estar atento nunca é demais quando se trata de saúde.

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