Você sabia que um bom sono pode prevenir doenças como alzheimer?

Estudos recentes apontam que o sono de qualidade é fundamental para a saúde do corpo e da mente

Algumas pesquisas divulgadas recentemente por um professor de neurologia de Harvard, mostram uma relação bem estreita entre uma noite mal dormida com o Alzheimer. Sim, uma coisa pode levar a outra. O que explica essa associação é o aumento do risco de acúmulo de placa de proteína beta-amilóide no cérebro quando não dormimos bem.

 

O pesquisador observou, através de vários estudos e observações, que os adultos com mais de 65 anos que apresentam essas placas, possuem diversos problemas para dormir. Foi constatado que o sono de qualidade, aquele em que você não acorda durante a noite, pode desempenhar um papel importante para pessoas propensas a desenvolverem o Alzheimer.

Mas o que significam essas placas no cérebro?

Uma das questões mais faladas pelos médicos, quando o assunto é Alzheimer, são as proteínas amilóides. Elas se acumulam no cérebro com o decorrer do tempo e são consideradas resíduos resultantes das atividades celulares que acontecem frequentemente.

O que ocorre, é que nosso cérebro libera o excesso de proteínas amilóides durante o sono profundo, momento em que nossas memórias são consolidadas.

Agora, as consequências da interrupção desse sono profundo, de acordar toda noite, sugerem que essas proteínas amilóides se acumulem e formem uma placa no tecido cerebral. Os cientistas acreditam que este é o primeiro estágio do desenvolvimento da doença de Alzheimer, e pode ocorrer anos antes do aparecimento dos sintomas.

 

Quanto maior o acúmulo de amilóide, menos profundo será nosso sono

A relação entre o sono de má qualidade e a placa amilóide são bem diretas, pois a partir do momento em que se reduz o tempo de sono profundo, o tempo que seu cérebro tem para limpar o excesso de amilóide também é encurtado, fazendo com que essas placas se acumulem.

 

Remédios para dormir? Melhor evitá-los

Esqueça. As pílulas para dormir podem até ajudar a adormecer durante aquelas noites em que a insônia predomina e não conseguimos pregar o olho de maneira alguma, mas não significa que trarão um sono de qualidade. É importante consultar um médico se começarmos a depender demais desses remédios.

Muitos desses medicamentos são sedativos e não promovem o sono real, então, não podemos depender deles no dia a dia, assim estaremos deixando nosso cérebro fazer seu trabalho noturno para se recuperar das atividades, e ainda sobrecarregá-lo para consolidar as memórias. Isso significa que melhorar a qualidade do sono e ter bons hábitos para dormir bem, podem ajudar a nos proteger do Alzheimer. Mas isso também significa que o sono de qualidade deve ser parte de uma atenção especial para evitar a doença.

 

Então, como dormir bem?

Para uma boa noite de sono, o primeiro passo é prezar pelo silêncio. Evitar os barulhos da rua e outros ruídos que nos incomodam. Um quarto tranquilo é especialmente importante para adultos mais velhos, que passam menos tempo no sono profundo e acordam com mais facilidade durante a noite.

Aqui estão algumas maneiras de reduzir ou disfarçar os barulhos indesejáveis que nos perturbam durante a noite:

  • Decorar o quarto com cortinas e tapetes pesados
  • Instalar janelas mais pesadas
  • Usar tampões de ouvido
  • Ligar um ventilador ou um aparelho de som, bem baixinho, com sons suaves, como chuva, ondas do mar e toda paz que envolve a natureza
  • Apagar as luzes. A luz brilhante à noite pode suprimir a produção de melatonina do corpo e dificultar o sono.

 

É importante consultar um médico em casos de insônia e, principalmente, antes de iniciar terapias medicamentosas.

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