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DST: Tudo o que você precisa saber para se prevenir.

Data

25 ● junho ● 2018
Saúde de A a Z

DST: Tudo o que você precisa saber para se prevenir.
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Informar-se sobre DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis)  é essencial para garantir a segurança nas relações sexuais

Se você tem uma vida sexual ativa, é muito importante saber sobre as DST, suas formas de contágio, métodos de prevenção e tratamento para ter uma vida sexual saudável.

As Doenças sexualmente transmissíveis (DST) são infecções transmitidas principalmente através de relações sexuais desprotegidas com pessoas infectadas. Elas geralmente se manifestam através de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas ou podem não manifestar nenhum tipo de sintoma.

De acordo com o Ministério da saúde, cerca de 10 milhões de brasileiros já tiveram algum sintoma de DST e a probabilidade de você ter ou conhecer alguém que tem ou já teve uma dessas doenças é alta.

Tratar as DST é importante para a qualidade de vida do paciente e interrompe a cadeia de transmissão dessas doenças. Aqui você vai saber um pouco mais sobre as DST, sintomas, tratamento e modo de prevenção.

Acompanhe o texto, informe-se, converse com o seu parceiro(a) e tenha uma vida sexual mais tranquila e saudável.

Se quiser saber mais sobre doenças que podem comprometer a sua saúde sexual, leia esse outro artigo do blog sobre Candidíase.

 

O que são as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)?

Também chamadas de infecções sexualmente transmissíveis (IST’s), são doenças causadas por vírus, bactérias e outros micro-organismos que podem ser

transmitidas principalmente por meio de relações sexuais sem o uso de preservativos ou com falha deste, com uma pessoa que esteja infectada.

A presença de coceiras, corrimentos, feridas, verrugas ou bolhas podem ser sintomas indicativos de uma DST, apesar de algumas pessoas não manifestarem sintomas aparentes.

Isso requer uma preocupação maior, pois a pessoa infectada pode não saber que está doente e se tiver uma relação sexual desprotegida, o parceiro pode contrair a doença.

As DST quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para situações graves causando problemas como infertilidade e outras doenças como câncer, infecções e até a morte.

Para evitá-las é importante o uso de preservativo seja masculino ou feminino em todas as relações (oral, vaginal e anal) além da prevenção por meio de algumas vacinas.

O preservativo é o método de proteção mais simples e mais eficaz contra as doenças sexualmente transmissíveis, em especial o vírus HIV que pode levar à AIDS e não tem cura.

 

Quem pode contrair uma DST?

Jovens em atividade sexual ativa são os que mais transmitem e contraem as DST.

Pessoas de todas as idades estão suscetíveis a contrair uma DST, desde o nascimento inclusive, pois algumas mães que estejam infectadas com certos tipo de doenças, podem transmitir essa doença para o feto no parto ou durante a amamentação.

O recebimento de uma transfusão sanguínea que possa estar contaminada também pode ser um meio de transmissão para uma pessoa independente da idade. Porém hoje as exigências nos bancos de sangue estão mais criteriosas.

O grupo de pessoas que está mais suscetível a essas doenças são as que estão em vidas sexuais ativas que podem contrair ou transmitir as doenças por meio de uma relação sexual desprotegida com um parceiro contaminado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que só na América São cerca de 126 milhões de pessoas infectadas por alguma DST curável todos os anos.

Tipos de DST, sintomas, contágio e prevenção

HPV – Papiloma Vírus Humano

O HPV é um vírus que pode infectar a pele dos órgãos genitais femininos e masculinos com lesões benignas, como as verrugas genitais. Nos casos mais graves o HPV pode atingir outros órgãos e causar alguns tipos de câncer, como o câncer de colo de útero, de ânus, de laringe e de garganta.

Existem mais de cem tipos de HPV e a grande maioria não causa câncer ou grandes complicações, uma vez que são combatidos pelo próprio organismo. Mesmo quando manifestado podem ser curados.

Sintomas: Desenvolvimento de verrugas em áreas como vulva, vagina, pênis, ânus, boca, garganta e no colo do útero.

Como é o contágio: O HPV é transmitido por meio de relação sexual com uma pessoa infectada e também pelo contato direto com a pele ou mucosa infectada pelo vírus. Por isso não é preciso ter penetração para se contrair o vírus.

Também é possível que seja transmitida durante o parto. De acordo com dados do INCA, 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos do vírus ao longo da vida, sendo que este número é ainda maior em homens.

A maioria das infecções por HPV são temporárias, ou seja, combatidas espontaneamente pelo corpo, podendo regredir entre seis meses ou dois anos após a exposição e também com tratamento.

Como prevenir: O uso de preservativos é sempre indicado, porém nesse caso não previne totalmente contra o contágio do HPV, visto que este pode ser transmitido pelo contato mais superficial, durante as preliminares.

Nesse caso é importante tomar a vacina para se prevenir do HPV.

A idade preferencial para o uso da vacina é aos 9 anos, antes da idade sexualmente ativa, tanto em meninas quanto em meninos. Porém, adultos e até mesmo pessoas que já tiveram a doença podem tomar para se proteger do contágio por outros tipos de HPV.

Cancro mole

O que é: Cancro Mole é uma DST causada por uma bactéria chamada Haemophylus ducrey. É muito mais comum nos homens do que nas mulheres. Nos homens, desenvolve feridas na glande (cabeça do pênis) e nas mulheres feridas na vagina e/ou no ânus e nem sempre elas são visíveis, mas provocam dor durante o sexo ou ao evacuar.

Sintomas: Lesões genitais múltiplas e ulceradas, dolorosas e que apresentam secreção do tipo pus.

Contágio e complicações: A única via de transmissão da doença é a sexual. Pode ocasionar infecções secundárias na região genital. Em decorrência das dores nas lesões, os pacientes procuram atendimento médico rápido evitando as complicações.

Prevenção e tratamento: O uso de preservativo em todas as relações sexuais é a melhor forma de prevenir a doença. O tratamento é feito com antibióticos.

HIV/Aids

O que é: HIV (Vírus da imunodeficiência humana), atinge o sistema imunológico danificado-o e interferindo na habilidade do organismo de lutar contra os invasores que causam a doença.

O vírus é o causador da aids, uma doença crônica potencialmente fatal que acontece quando a pessoa infectada pelo HIV tem o seu sistema imunológico enfraquecido.

Como é o contágio: O HIV é transmitido principalmente através de relações sexuais sem o uso do preservativo, e devido ao compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas com sangue, prática frequente entre usuários de drogas ilícitas.

Outras vias de transmissão são por transfusão de sangue (porém é mais raro, uma vez que a testagem do banco de sangue é muito eficiente), a transmissão vertical, que é passada da mãe para o filho na gestação e principalmente no momento do parto, ou através da amamentação.

Como prevenir: Com o uso de preservativo em todas as relações sexuais (vaginais, orais ou anais), não compartilhar agulhas e seringas e fazer o pré-natal corretamente, uma vez que serão solicitados exames para verificar a presença ou não do vírus.

Hoje o paciente portador de HIV consegue viver melhor do que antigamente, mas é necessário que ela faça tratamento contínuo com o uso de medicamentos por toda vida, ou seja, até hoje não há cura ou vacina contra o HIV.

HTLV – (Vírus Linfotrópico T humano)

O HTLV pertence à mesma família do HIV e pode causar infecção crônica nos seres humanos. Existem dois tipos: HTLV-1 (que podem causar um tipo raro de leucemia, a de células T) e HTLV-2, sendo que ambos podem causar mielopatia.

Porém, não são todas as pessoas infectadas pelo HTLV que desenvolverão estas doenças.

Formas de contágio e prevenção: É transmitido por via sexual, vertical (da mãe para o bebê durante a gestação e principalmente no aleitamento), e por via sanguínea. A principal forma de se prevenir do HTLV é o uso de preservativos em todas as relações sexuais, além de não reutilizar objetos perfurocortantes e realizar o pré-natal adequado.

Tratamento: Não existe tratamento para o HTLV. Os portadores devem ser acompanhados periodicamente para verificar se houve o aparecimento de complicações, ou seja, a leucemia de células T e a mielopatia.

Gonorreia

O que é: De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a gonorreia é a mais comum das doenças sexualmente transmissíveis. A bactéria Neisseria gonorrhoeae, que causa a doença, pode infectar a região genital tanto masculina como feminina, além do reto, olhos, garganta e articulações.

Forma de contágio e prevenção: A gonorreia é transmitida por meio de qualquer contato sexual desprotegido com a pessoa infectada. Também pode ser transmitida de mãe para filho no momento do nascimento ou ainda dentro do útero.

Nas mulheres os sintomas demoram mais a aparecer que nos homens e para ambos podem haver consequências graves como infertilidade, infecções e maior risco de contrair HIV.

Prevenção: Para se prevenir, deve-se sempre usar preservativos e evitar ter relações sexuais com alguém com gonorreia até que a pessoa esteja completamente tratada.

Caso você tenha sido infectado, converse com os seus parceiros para que eles procurem um médico e verifiquem se também precisam fazer o tratamento.

Tratamento: A gonorreia é tratada com antibióticos e no período do tratamento é recomendado evitar as relações sexuais.

A gonorreia tem cura e não oferece grandes complicações quando tratada de forma precoce e corretamente.

 

Clamídia

Uma DST causada pela bactéria, Chlamydia trachomatis, que é transmitida por via sexual vaginal, anal ou oral, e de mãe para filho. A doença costuma ser assintomática (não apresentar sintomas) e pode atingir homens e mulheres.

Tratamento: A clamídia é tratada com antibióticos, receitados pelo médico. Por ser uma doença assintomática, ao descobrir que o parceiro está com a doença é necessário procurar ajuda médica, mesmo sem apresentar nenhum sintoma, para que ele também possa se tratar.

Complicações e perspectivas: A clamídia é uma DST curável com tratamento correto, mas caso não seja diagnosticada logo ela pode causar uma série de complicações, como DIP, Epididimite, inflamação na próstata e artrite reativa.

Ela também pode dar problemas nas trompas, infertilidade, gravidez ectópica ou simplesmente não deixar o espermatozoide subir.

Também é importante saber que ser infectado pela doença uma vez não torna esta pessoa imune ao problema, ou seja, no caso de fazer novamente sexo desprotegido com alguém infectado a pessoa pode voltar a ter clamídia.

Doença Inflamatória Pélvica

É uma DST que afeta mulheres, principalmente as que já têm alguma outra infecção sexualmente transmissível, como gonorreia e clamídia não tratadas.

Ela pode ser causada por diversas bactérias que acarretam inflamações nos órgãos sexuais internos da mulher, como útero, ovários e trompas.

Formas de contágio: A infecção ocorre após a relação sexual desprotegida, devido ao contato com as bactérias durante o ato. Mas ela também pode ocorrer depois de procedimentos médicos como inserção do Dispositivo Intra-Uterino (DIU), curetagem e biópsia do útero.

Prevenção:  Comumente a DIP é causada por uma infecção da clamídia que subiu para os órgãos sexuais internos da mulher e a prevenção é feita basicamente prevenindo a clamídia, além de ficar atenta à qualquer mudança na secreção.

 

Sífilis

Uma DST causada pela bactéria Treponema pallidum que pode se manifestar em três estágios.  Nos dois primeiros acontecem os sintomas e ela é mais contagiosa e no terceiro não há sintomas – o que faz parecer que a pessoa está curada e não tenha mais a doença.

Formas de contágio: A sífilis, além de ser transmitida pela relação sexual desprotegida e pela transfusão com sangue contaminado, também pode ser passada através do beijo na boca quando há feridas nas mucosas – uma forma mais rara. Além disso, ela pode ser transmitida da mãe para o filho, por isso a importância de fazer o pré-natal corretamente.

Prevenção e complicações: A melhor forma de prevenção é através do uso de preservativos em todas as relações sexuais, inclusive a oral. A transmissão através do beijo na boca é bastante rara, mas pode acontecer quando há feridas, que não precisam estar do lado de fora, visíveis, para ocasionar o problema.

A sífilis é muito perigosa quando não tratada, podendo evoluir se espalhando pelo corpo inteiro e ocasionando, por exemplo, AVC, meningite, surdez, problemas de visão, demência, aneurisma, aumentar os riscos de infecção pelo HIV e aborto ou morte do bebê durante a gestação ou nos primeiros dias de vida.

HERPES

A herpes é uma das DST mais comum e frequentes.

É uma infecção viral que ocorre através do surgimento de pequenas bolhas frequentemente ao redor dos lábios ou genitais, mas que também podem surgir em qualquer região do corpo. Normalmente o herpes labial é causado pelo vírus da herpes simples tipo 1, o HSV1, e o herpes genital pelo HSV2, mas ambos os tipos podem provocar tanto o herpes labial quanto o genital.

Formas de contágio:Tanto a herpes genital quanto a herpes labial podem ser transmitidas mesmo quando os sintomas estão não estão visíveis ou quando há lesão. Em todos os tipos de relação é possível contrair o vírus, só mudando a região que a outra pessoa irá contraí-lo. Entretanto, não é porque o parceiro tem herpes crônica que necessariamente a outra pessoa terá também.

A transmissão também pode ocorrer por objetos infectados, como toalhas e talheres mas é bastante rara.

Prevenção: Ainda não há vacina para a herpes, portanto a única forma de realmente prevenir a infecção é não tendo nenhum tipo de contato sexual desprotegido com quem tem o vírus.

Hepatites virais

Hepatites são degenerações do fígado que tem causas diversas, as mais comuns são as infecções pelos vírus do tipo A,B ou C e o abuso do consumo de álcool.

Meios de Transmissão: As hepatites dos tipos B e C são transmitidas principalmente pelo sangue, sendo comum em usuários de drogas injetáveis e pacientes submetidos a material cirúrgico contaminado. A hepatite B também é transmitida por via sexual. Os tipos B e C de hepatite costumam não apresentam sintomas, o que faz com que as pessoas só saibam que têm a doença quando fazem, por acaso, algum teste.

Prevenção: O Uso de camisinha pode prevenir a infecção pelas hepatites B e C, é importante também não compartilhar alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamentos para uso de drogas.

Também há vacina disponível para a prevenção da hepatite B, mas não para o tipo C da doença.

 

Tricomoníase

É uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis que afeta mais as mulheres, atacando o colo de útero, a vagina e a uretra. Já nos homens a tricomoníase ataca o pênis.

Formas de contágio: A transmissão ocorre por meio do contato sexual ou por meio de secreções de uma pessoa contaminada durante as relações entre homem e mulher e mulher/mulher. Ela causa microlesões e dores e pode favorecer a infecção por outras DST.

Prevenção: Uso de preservativos em todas as relações sexuais, sejam vaginais, anais ou orais. No caso de descoberta da infecção, o parceiro também deve fazer tratamento.

Qual o médico procurar para tratar  as DST’s?

Só um médico pode fazer o diagnóstico e tratamento correto da doença.

Quando se trata de DST,  diferentes especialidades médicas são responsáveis  pelo diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças nos órgãos sexuais e reprodutivos masculinos e femininos, são eles:

Mulher: Ginecologista e infectologista;

Homem: Urologista e infectologista;

Ao notar algum sinal no seu corpo ou sintoma que caracterize uma DST, é necessário procurar um desses profissionais para realizar o diagnóstico correto e iniciar um tratamento o quanto antes.

Só um médico vai avaliar os sinais ou sintomas e pode pedir alguns exames para comprovar a doença.

Não deixe passar muito tempo caso perceba algum sinal diferente em seu corpo, agende uma consulta com um médico o mais rápido possível e faça um diagnóstico e exames. Aqui você encontra médicos com mais rapidez e facilidade para cuidar da sua saúde.

 

Como saber se tenho uma DST?

Alguns exames pedidos pelos médicos podem detectar a presença das doenças.

Para saber se você tem uma doença sexualmente transmissível, primeiramente é importante lembrar que se você teve alguma relação sexual desprotegida vocë pode fazer parte de um grupo de risco, a partir disso é importante ficar atento ao surgimento de sintomas e sinais diferentes nos órgãos genitais.

O diagnóstico de uma DST só pode ser feito por médicos e confirmados através de exames, em muitos casos o papanicolau, teste de Shiller, exames de sangue específicos, entre outros.

DST e gravidez

Contrair uma DST na gravidez pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê.

Durante a gravidez, a mulher não possui nenhuma proteção especial em relação às DST. Inclusive, nesse período aumentam os riscos da mulher contrair uma DST visto que o seu sistema imunológico fica mais fraco e ela não consegue combater as infecções de uma forma eficaz.

As consequências das DST na gravidez podem ser ainda mais graves do que em mulheres que não estejam grávidas, pois pode colocar em risco tanto a vida da mãe como da criança.

Em mulheres grávidas, algumas DST podem ser mais comuns como, por exemplo, o herpes genital ou a vaginose bacteriana e da mesma forma que em outras DST, podem não provocar qualquer sintoma antes mesmo que a mulher fique grávida.

O cuidado com a saúde das grávidas é extremamente importante pois as doenças sexualmente transmissíveis podem ser transmitidas para o bebê antes, durante e depois do nascimento. Alguma delas como a Sífilis podem atravessar a placenta e infectar o feto ainda no útero.

Outras como a gonorreia, herpes genital e clamídia podem ser transmitidas durante o nascimento do bebê. No caso de HIV, o bebê pode ser infectado durante a gestação, no momento do nascimento ou depois de nascer, através da amamentação.

A melhor forma de prevenção conta as DST é manter uma relação monogâmica com um parceiro de confiança. A abstinência sexual também é uma solução para se manter longe das DST, tanto para mulheres grávidas quanto para as não grávidas.

Um dos meios de evitar uma possível contaminação é o uso de preservativo, principalmente se a mulher, nesse período, mantiver relações sexuais com parceiros ocasionais.

O primeiro trimestre da gravidez é o período de maior cuidado durante a gravidez, onde as doenças sexualmente transmissíveis podem ser extremamente graves para a formação do bebê e para o risco de vida da mãe.

Complicações provocadas pelas DST

As DST podem causar complicações graves para a saúde se não forem diagnosticadas e tratadas adequadamente, podendo inclusive levar à morte. Algumas complicações incluem:

  • Esterilidade (tanto no homem como na mulher);
  • Inflamação nos órgãos genitais masculinos que pode causar impotência;
  • Inflamação no útero, nas trompas e nos ovários, que pode evoluir para infecção generalizada (sepse) e levar à morte;
  • Maior risco de câncer no colo do útero, no pênis e na garganta;

É importante lembrar que os sintomas das DST podem demorar semanas ou até anos para se manifestarem. Em caso de exposição de risco, como relação sexual sem preservativo, deve-se procurar um serviço de saúde para fazer exames e receber o tratamento adequado.

 

DST tem cura? Qual o tratamento?

Com exceção da Aids e do Herpes Genital, todas as outras DST tem cura. O tratamento varia conforme a doença e pode incluir medicamentos antibióticos, antifúngicos, pomadas e até cirurgias nos casos mais graves.

A doenças que não tem cura também precisam de tratamento para amenizar os sintomas e manter a doença sob controle possibilitando mais qualidade de vida aos pacientes.

Dentre as DST mais comuns estão o herpes genital, o HPV, a sífilis, a tricomoníase, as uretrites, a hepatite B e a AIDS. Todas essas doenças podem ser transmitidas através de relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem uso de camisinha.

 

Como conviver com uma DST?

Ter uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) é uma situação que pode afetar o paciente de forma física e principalmente psicológica. Porém, é necessário quebrar os tabus que cercam o assunto e disseminar informações sobre diagnóstico, tratamento e principalmente como conviver socialmente.

Não tenha vergonha se tiver uma doença

Conversar com o parceiro sobre o contágio por uma DST é importante para a vida do casal

Muitas pessoas têm vergonha por ter uma DST e de falar sobre o assunto até mesmo com pessoas mais próximas. Apesar de toda a modernidade que se desenvolve nas relações atuais, ainda existe muito preconceito relacionando o contágio das DST à promiscuidade.

Isso faz com que que muita gente se sinta culpada por ter adquirido uma DST e prefere não compartilhar com outras pessoas. Porém, muitas vezes a doença pode ter sido transmitida por uma falha na prevenção e até mesmo em casos mais graves como estupro.

É importante a pessoa doente não se autocensurar

Muitas pessoas deixam de ter uma vida sexual ativa por medo de transmitir  a doença ou contrair outras. A abstinência só é recomendada em alguns casos, como nos períodos latentes e de tratamento.

O importante ao saber que tem uma doença é se tratar e manter a proteção durante as relações sexuais. Afinal, o ato sexual envolve responsabilidade com o seu corpo e com o do seu parceiro e o uso do preservativo é a melhor forma de prevenir as DST.

É preciso falar

Não tenha vergonha ao perceber qualquer sinal que indique uma DST no seu corpo. Procure um profissional capacitado, só ele fará o diagnóstico preciso e irá indicar o melhor tratamento para o seu caso. A maioria das doenças tem cura e medicamentos de fácil acesso para tratar.

É importante que converse com o seu parceiro para que ele também possa fazer um tratamento e evitar de transmitir a doença novamente para você ou outras pessoas.

Conviver com a AIDS é possível

Hoje, quem tem Aids consegue conviver com mais qualidade de vida. Uma pessoa soropositiva pode ter a mesma expectativa de vida de uma pessoa sem a doença, desde que siga o tratamento de maneira correta. Um estudo realizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) constatou que a média global de cobertura para a doença é de 46%.

 

Mitos e verdades sobre as DST

Saiba o que é verdade sobre as DST e os mitos que precisam ser quebrados para garantir relações mais seguras e se proteger das doenças sexualmente transmissíveis.

1. Quem contraiu uma DST deve fazer abstinência de sexo.

A tratamento para a DST é muito importante para a saúde e vida sexual do casal.

Mito. Quem contraiu uma DST, principalmente as que têm cura, podem ter relações sexuais normais, desde que estejam sempre protegidas para evitar contaminar o parceiro ou se contaminar com uma nova DST.

Em alguns casos, quando as doenças está latente e possui um perigo maior de transmissão, como por exemplo, verrugas de HPV em áreas que o preservativo não protege, é necessário não realizar nenhuma prática sexual até que a doença desapareça por completo. Assim você evita contaminar o seu parceiro.

2. Sexo oral não transmite DST

Mito: Durante o sexo oral é possível sim contrair DST. De acordo com especialistas, o risco é ainda maior caso a pessoa que está fazendo tenha cortes ou arranhões na boca, até mesmo os imperceptíveis que são causados por escova de dentes ou fio dental.

Para reduzir os riscos e preocupações, é sempre recomendado o uso de preservativo.

3. O uso de anticoncepcional não impede o contágio por DST.

Verdade. A pílula é eficaz para evitar a gravidez, porém ela não protege contra DST. De acordo com os médicos, preservativos são o único método que, ao mesmo tempo em que evita a gravidez, também protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

4. Apenas o sêmen transmite doenças

Mito. O sêmen e sangue são fluidos que podem facilitar a transmissão de DST. No entanto, algumas doenças como herpes, sífilis e HPV (com verrugas latentes) podem ser transmitidas apenas com o contato pele com pele.

Relações sexuais ou beijo com uma pessoa que tem herpes, mesmo sem sintomas aparentes, pode fazer com que a doença seja transmitida também.

5. O sexo entre duas mulheres não exige proteção

Mito. O sexo sempre exige proteção. Não importa se o seu parceiro é um homem ou uma mulher. Algumas doenças sexualmente transmissíveis são mais difíceis de contrair quando falamos de  sexo entre duas mulheres, mas isso não exclui o fato de que é necessário tomar cuidados devido ao possível contato com fluidos e sangue.

Nesse caso, é importante consultar a sua ginecologista para saber qual a melhor forma de evitar doenças.

6. Coito interrompido não impede o contágio por doenças

Verdade. O método do coito interrompido que consiste em tirar o pênis de dentro da vagina antes que a ejaculação aconteça, não evita a contaminação por DST, visto que a maioria dos micro-organismos que causam doenças não depende da ejaculação para ser transmitidos.

Algumas doenças, por exemplo, podem ser transmitidas apenas com o contato com a pele.

7. Após os 50 anos não é necessário se preocupar com o contágio de DST?

Mito. As doenças sexualmente transmissíveis podem ocorrer com pessoas de qualquer idade, desde que haja um contato desprotegido com uma pessoa infectada.

É claro que se você tem um parceiro ou parceira há muitos anos o risco diminui, mas não importa a idade, estar seguro é sempre importante.

8. É possível contrair DST pelo beijo?

Verdade. É possível o contágio pelo beijo sim. As  doenças mais comuns que podem ser transmitidas são herpes e mononucleose, entretanto, hoje também tem se disseminado casos de HPV por contato oral.

Conclusão

Prevenção e cuidados com a sua saúde e a do parceiro são importantes na relação.

As DST são doenças transmitidas principalmente por meio de contato sexual desprotegido com uma pessoa que esteja infectada por alguma doença. Verrugas, corrimentos, feridas e bolhas na região genital são sintomas indicativos da doença.

O método mais eficaz de prevenção das doenças é o uso de camisinhas em todas as relações sexuais (oral, anal, vaginal) e algumas vacinas, como caso do HPV, que pode ser transmitido mesmo com o uso do preservativo, havendo contágio com a pele contaminada.

Com exceção do HIV/AIDS e Herpes Genital, todas as DST tem cura e mesmo as que não tem, podem ser feitos tratamentos para manter a saúde e melhorias no bem-estar de quem convive com a doença. Fazer o tratamento e se prevenir é fundamental para se livrar das DST.

Esse texto foi um alerta para você conhecer mais sobre as DST e como a falta de cuidados e de prevenção podem influenciar negativamente na sua saúde e na sua vida sexual.

Gostou da leitura do texto? Então fique ligado nas dicas de saúde do nosso blog e  fique por dentro de todas as novidades para cuidar da saúde e prevenir doenças.

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