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Câncer de pele: Sintomas, Causas e Tratamento (Guia Completo)

Data

25 ● maio ● 2018
Saúde de A a Z

Câncer de pele: Sintomas, Causas e Tratamento (Guia Completo)
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Se há doenças incômodas e comuns que podem ser prevenidas com sucesso, estas são a maioria dos  cânceres de pele.

Esses cânceres são os mais comuns tipos de câncer nos seres humanos, representando, segundo dados do INCA, o Instituto Nacional do Câncer, a cada ano, 180 mil novos casos.

Um terço do total de diagnósticos de câncer no país atinge a pele.

A principal arma para prevenir ou enfrentar o câncer de pele é a informação.

O risco nunca é 100% eliminado, mas você pode reduzi-lo muito com cuidados simples no dia a dia.

Neste artigo, você vai ter um guia completo sobre o assunto.

Vai descobrir o que causa a doença e como ela se manifesta.

Afinal, entre os seus sintomas, é verdade que câncer de pele dói?

E quando o assunto é tratamento, quais são as chances de vencer a doença?

Se você está em busca dessas e outras respostas sobre câncer de pele, está no lugar certo.

Ao final do texto, estará mais bem preparado para experimentar dias com mais saúde e qualidade de vida.

Boa leitura!

O que é o Câncer de Pele?

O câncer de pele é um tipo de tumor que se forma a partir do crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele.

Ele atinge principalmente os indivíduos de pele mais clara e que se queimam com maior facilidade ao sol.

Lembrando que isso ocorre em razão da menor presença de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele.

Não por acaso, o aparecimento do tumor está relacionado à contínua exposição à radiação solar.

A literatura científica aponta que a grande maioria das lesões são localizadas em áreas da pele mais expostas ao sol.

Obviamente, isso torna a proteção contra os raios solares indispensável – e não apenas no verão.

Quem adota esse cuidado muito dificilmente entra para as estatísticas do tipo de câncer mais comum no país.

Por outro lado, o risco sem exposição solar plena ainda existe, mesmo que pequeno.

O que acontece é que o câncer de pele também pode se originar de mutações hereditárias no DNA das células epiteliais, sem necessária influência da radiação UV (Ultravioleta).

Há também outros fatores associados que contribuem para a formação de lesões cancerosas – ainda neste artigo, falaremos mais sobre eles.

Como qualquer célula do corpo pode dar origem a um tumor, é possível dizer que existem diversos tipos de câncer de pele.

Os mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, ambos originados dos queratinócitos.

Mas o mais agressivo é o melanoma, originado dos melanócitos, o que o torna também o mais famoso.

Como identificar os tipos de câncer de pele?

Como acabamos de destacar, não há apenas um tipo de câncer de pele.

Dessa forma, a sua identificação é apenas realizada com certeza através do exame microscópico e/ou clínico por um médico treinado.

Para entender melhor, vamos falar com detalhes sobre os tipos mais frequentes de câncer de pele.

Carcinoma basocelular (CBC)

O carcinoma basocelular é considerado o tipo mais comum da doença, respondendo por cerca de 70% de todos os casos.

Felizmente, é também o menos agressivo de todos os tipos de câncer de pele.

Nesse caso, o tumor surge nas chamadas células basais, que ficam na camada mais profunda da epiderme, que é a estrutura superior da pele.

Como o seu crescimento acontece de maneira lenta, dificilmente o câncer se alastra para outros tecidos, causando o que se chama de metástase.

É uma características bem menos agressiva do que a de outros tipos, como já destacado.

O CBC é registrado geralmente em regiões que ficam mais expostas ao sol, como o couro cabeludo, a face, as orelhas, o pescoço, as costas e os ombros.

Mas vale lembrar que não são apenas os raios solares que podem desencadear o seu surgimento.

O importante é não perder tempo para buscar auxílio especializado, seja ignorando ou confundindo as lesões.

Esse alerta é imprescindível, pois o carcinoma basocelular gera marcas na pele que podem simular um eczema ou psoríase – quadros incomparavelmente menos perigosos.

Como você deve saber, apenas o médico é habilitado a diagnosticar um câncer, seja qual for o seu tipo.

Geralmente, o tumor se apresenta como uma protuberância avermelhada, arredondada, brilhosa com a presença de crosta ou não.

Eventualmente, também pode ocasionar pequenos sangramentos.

Então, vale repetir: na dúvida, procure um médico.

Quando o tumor é detectado precocemente, as chances de cura e o resultado estético do procedimento são melhores de forma geral.

Carcinoma espinocelular (CEC)

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de câncer de pele, respondendo por 20% dos casos aproximadamente.

Sua manifestação ocorre com maior frequência em indivíduos do sexo masculino com pelo menos 60 anos de idade.

Assim como o carcinoma basocelular, o CEC também costuma provocar lesões nas áreas da pele que ficam mais expostas ao sol.

No entanto, evolui de maneira mais agressiva, o que o torna mais perigoso.

O tumor se forma a partir das células epiteliais do tegumento, ou seja, da pele.

Normalmente a pele de quem é acometido por essa variação da doença apresenta sinais de enrugamento, mudança na pigmentação e também elasticidade.

Todos os últimos consequentes a uma grande exposição aos raios solares durante a vida.

É possível identificar o tumor como uma lesão avermelhada descamativa, pequenos nódulos arredondados com superfície áspera ou até mesmo grandes úlceras com algum sangramento ao toque.

Lesões nos lábios, com perda da parte vermelha do lábio, e ponta das orelhas, com machucados, podem ser indicativos também de CEC.

Aqui, cabe mais uma vez reiterar a necessidade de consultar um médico com urgência para um diagnóstico mais certeiro.

Como o câncer CEC pode espalhar-se para outros órgãos com mais facilidade que o CBC, é importante que ele seja retirado com rapidez, a fim de evitar a metástase.

Melanoma

Você provavelmente já ouviu falar do melanoma – e por razões nada boas.

Apesar de ser o tipo mais raro de câncer de pele, acometendo cerca 10% dos indivíduos com câncer de pele, ele possui alta agressividade.

O melanoma é originário dos melanócitos, as células que produzem a melanina, o pigmento que dá cor à pele.

A partir da sua manifestação inicial, o câncer pode disseminar-se para qualquer órgão, principalmente o cérebro, ossos, pulmões e a própria pele.

Ele costuma aparecer mais frequentemente no dorso dos homens e pernas da mulheres, porém, também no rosto, nos pés de afrodescendentes, mucosa oral, genitais e, até mesmo, no esôfago e intestino.

Em geral, a aparência do melanoma é como uma pinta em tons castanhos ou pretos, que muda de cor e tem vários tons de cores, tamanho maior que meio centímetro ou formato com bordas irregulares.

Apesar do alto risco, esse tipo de câncer de pele também pode ser enfrentado com boas chances de êxito, quando diagnosticado precocemente.

Isso vale especialmente para o seu chamado estado in situ, isto é, afetando apenas a epiderme e, dessa forma, com  cerca de 90% de chance de cura.

No dito estadio 1 (classificação para avalição de sobrevida), ainda há boas perspectivas de controle da doença, com sobrevida em 5 – 10 anos próxima a 90%.

Já próximo ao estádio 3, momento no qual a doença estaria se espalhando de forma mais importante (lesões na própria pele e linfonodos), teríamos uma sobrevida entre 24 – 78% em 5 – 10 anos dependendo das subdivisões.

No último estádio, o qual seria o número 4, encontraríamos a doença espalhada para órgãos importantes como cérebro, ossos e pulmões, com uma sobrevida próxima 10 – 20% em 5 – 10 anos.

Sinais e sintomas gerais dos cânceres de pele

Agora que você já conhece detalhes sobre os diferentes tipos de câncer de pele, vamos avançar nos seus sintomas.

Como já explicamos, o principal sinal da doença se dá com o surgimento das ditas, popularmente, pintas, verrugas ou sinais com diversas cores, formatos e tamanhos.

Seu surgimento pode ser um indicativo de alerta, mas que muita gente acaba ignorando-o.

O ideal é realizar consultas periódicas com um profissional da área de dermatologia para elucidação do que aquele sinal significa.

Lembrando que além da avaliação médica, eventualmente, é necessária uma biópsia para distinguir uma pinta ou sinais comuns de uma lesão cancerosa.

Os sintomas podem variar de acordo com o tipo de câncer de pele.

Vamos reconferir:

  • Carcinoma basocelular: protuberância de coloração branca, rosa, vermelha, marrom ou bege, brilhante, muitas vezes arredonda ou ulcerada, podendo até mesmo ser vermelha, placa e descamativa. Não é incomum haver ulceração.
  • Carcinoma espinocelular: lesão avermelhada descamativa, com aparência mais endurecida que pode sangra e doer à palpação. É como uma ferida que não ulcerada que não cicatriza. Lesões nas orelhas e perda da região vermelha do lábio podem ser indicativos precoce da doença.
  • Melanoma: lesão de cores variadas e mescladas, como marrom, preto, azul, róseo e da cor da pele, geralmente maiores que 0,5 cm, com bordas irregulares, podem ser ainda aparentes com pequenos nódulos ou ser planas.

É importante estar atento para o seu corpo, principalmente para o surgimento de novas manchas ou pintas.

Existe uma recomendação, chamada de ABCDE, que auxilia na identificação de sinais mais perigosos.

Ela se baseia no seguinte:

  • Assimetria: assimétrico maligno e simétrico benigno
  • Bordas: irregulares maligno e regulares benigno
  • Cor: dois tons ou mais maligno e tom único benigno
  • Diâmetro: acima de 6 mm maligno e inferior a 6 mm benigno (não é uma regra)
  • Evolução: cresce e muda de cor pode ser maligno e não cresce e nem muda de cor pode ser benigno .

Câncer de Pele Dói?

É possível dizer que o câncer de pele dói, sim.

Mas não em todos os casos.

Segundo estudo da Temple University, nos Estados Unidos, 36,9% das lesões de câncer de pele são acompanhadas de coceira, enquanto 28,2% envolvem dor.

A dor apareceu com maior frequência no tipo carcinoma espinocelular, sendo relatada por 42,5% dos pacientes avaliados.

A pesquisa ainda identificou que as lesões que costumam ser mais dolorosas têm profundidade e diâmetro.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de câncer de pele é realizado através da avaliação clínica por um médico dermatologista.

A sua confirmação, no entanto, depende da realização de uma biópsia muitas vezes.

Para o exame, é coletada uma parte do tecido que, em seguida, passa por uma avaliação histológica, isto é, é vista em aumento por um microscópio.

No caso de melanoma, esse é o único exame capaz de confirmar a doença.

Apesar disso, a investigação sobre o câncer de pele pode ainda incluir outros instrumentos.

Veja mais sobre dois deles:

  • Dermatoscopia: o dermatologista analisa as pintas com um dermatoscópio, espécie de lupa de aumento com uma luz especial, e avalia o risco de cada lesão a partir do padrão da lesão. Existe também a dermatoscopia digital, que permite a avaliação através de uma fotografia ampliada das pintas da pele e comparação posterior.
  • Microscopia confocal: diagnóstico por imagem não invasivo, que permite a avalição da pele sem cortes, similar à histologia com microscópica, visualizando estruturas celulares da pele que podem estar alteradas ou não.

Fatores de Risco

Você lembra quando falamos no início do artigo que havia mais de um fator de risco para o câncer de pele?

Então, confira quais são eles agora:

Exposição à luz solar

As pessoas que tomaram muito sol sem proteção ao longo da vida possuem maior chance de desenvolver o câncer de pele.

Sexo e idade

Ele costuma acometer mais os homens do que mulheres e em idade adulta, a partir dos 50 anos.

Histórico pessoal

Pacientes que já tiveram algum tipo de câncer de pele podem voltar a ter a doença.

Histórico familiar

Esse tipo de câncer é mais comum em pessoas com antecedentes familiares da doença.

Características da pele

Pessoas com tom de pele mais claro ou com muitas pintas ou manchas devem ficar mais atentas aos riscos da doença.

Sistema imunológico enfraquecido

Esses pacientes possuem um risco aumentado de câncer de pele. Aqui, podemos incluir pessoas com linfoma, leucemia ou que foram submetidas a transplantes de órgãos (devido às medicações imunossupressoras).

Quais cuidados tomar para prevenção?

Como dito lá no início do artigo, o câncer de pele é uma doença muito perigosa, mas que pode ser prevenida até com certa facilidade.

Como você deve desconfiar, a melhor maneira de prevenir é evitando a exposição solar sem proteção adequada, em especial nos horários críticos.

Para ficar longe da doença, considere a adoção dos seguintes hábitos no dia a dia:

  • Aplicar filtro solar com proteção (FPS) mínima de 30 diariamente. O produto deve proteger contra radiação UVA e UVB e deve ser reaplicado a cada três ou quatro horas de exposição.
  • Aplicação com mais vigor e cuidado quando da prática de exercícios, mergulhos em ambientes aquáticos e sudorese intensa.
  • Evitar ficar ao sol nos períodos de maior insolação, entre 10h e 16h.
  • Usar chapéus ou bonés, óculos escuros e camisetas para se proteger do sol.
  • Analisar com frequência a própria pele para verificar se houve o surgimento de novas manchas ou pintas.
  • Manter os bebês e crianças protegidos do sol com o uso de protetor solar adequado.
  • Visitar um dermatologista pelo menos uma vez por ano.

Essas indicações são ainda mais importantes para as pessoas que possuem a pele mais clara ou que se enquadram em um ou mais fatores de risco.

A hereditariedade é um fator muito importante para o desenvolvimento do melanoma, mas por vezes negligenciado.

Por isso, os familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem realizar exames preventivos com maior frequência.

Câncer de Pele tem Cura?

Antes de responder essa questão, é interessante observar que boa parte dos tumores de pele identificados, na verdade tendem a ter um comportamento menos agressivo que outros tumores em diferentes órgãos do corpo.

Como já destacado, quanto mais cedo diagnosticar, mais perto da cura você fica e provavelmente uma menor cicatriz no local da lesão retirada.

Mesmo o melanoma, considerado o tipo mais agressivo, chega a índices de cura próximos dos 90% se identificado precocemente.

Isso só reforça a necessidade de levar a sério a prevenção.

Não menospreze qualquer mancha ou pinta diferente que notar no corpo.

Ainda que não seja nada, como você imagina, é muito mais seguro receber essa avaliação de um médico dermatologista.

Tratamentos para o Câncer de Pele

O tratamento para o câncer de pele é geralmente cirúrgico e consiste na retirada do tumor.

Isso vale para todas as manifestações da doença, embora os carcinomas basoleculares e os espinocelulares possam ser tratados com procedimentos mais simples.

Veja alguns deles:

  • Cirurgia excisional: remoção do tumor e de uma parte adicional da pele sadia com um bisturi, a chamada margem de segurança. Essa técnica possui alto índice de cura.
  • Curetagem e eletrocoagulação: raspagem da lesão com uma cureta e destruição das células cancerígenas com um bisturi elétrico. Esse procedimento deve ser repetido várias vezes para não deixar vestígios das células tumorais. Pode ser indicado em alguns casos de CBC.
  • Criocirurgia: destruição do tumor através do seu congelamento com nitrogênio líquido. Essa técnica é usada para tumores pequenos ou recorrentes.
  • Cirurgia a laser: remoção das células tumorais com um laser de dióxido de carbono. Uso pouco comum.
  • Cirurgia micrográfica de Mohs: retirada do tumor com avaliação das margens em tempo real, com finalidade de retirar toda lesão e evitar recidivas.
  • Terapia Fotodinâmica: destruição das células tumorais com o uso de um agente fotossensibilizante seguido de exposição a uma luz intensa.

Como tratar um melanoma?

Já o melanoma possui tratamento de acordo com a agressividade, localização e extensão do tumor.

Geralmente, os médicos optam pela cirurgia excisional.

Atualmente, existem testes genéticos capazes de determinar quais mutações levam ao desenvolvimento do melanoma avançado e proporcionam a escolha do melhor tratamento para o paciente.

Além da cirurgia, alguns casos podem ainda indicar o uso de medicações orais e tópicas, assim como a radioterapia, a quimioterapia e a imunoterapia.

Conclusão

Falamos neste artigo sobre o câncer de pele, o mais comum entre os tipos de câncer no país, mas muitas vezes negligenciado.

É preciso estar atento para qualquer lesão na pele que esteja se modificando (de tamanho ou cor), coçando ou sangrando.

A forma mais eficaz de evitar o câncer de pele é se protegendo da radiação ultravioleta.

O uso de protetor solar deve fazer parte da rotina, principalmente de quem faz parte dos chamados grupos de risco.

Nessa hora, não economize.

O filtro solar deve ser usado 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada três horas, ou até mesmo a cada duas horas em situações com muito suor e recreação aquática.

Complete seus cuidados preventivos fazendo uma avaliação clínica periódica com dermatologista, caso não haja outros fatores de risco ou cânceres de pele, uma visita anual seria adequada.

Lembrando que, quando diagnosticado precocemente, o índice de cura do câncer de pele pode ser superior a 90%.

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