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Bronquite [Guia Completo] Sintomas, Tratamentos e Cura

Data

21 ● junho ● 2018
Saúde de A a Z

Bronquite [Guia Completo] Sintomas, Tratamentos e Cura
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Preocupado com a bronquite?

O momento é propício para falarmos sobre essa doença.

É muito comum, na época mais fria do ano, que aumentem os casos de condições que afetam o aparelho respiratório.

Isso acontece porque, no inverno, as pessoas precisam tirar do armário os casacos, que estavam guardados há tempo, com ácaros, mofo ou poeira, que tanto irritam as vias aéreas.

Além disso, acabam ficando em locais mais fechados, sem boa ventilação, o que facilita a disseminação dos vírus de gripes e resfriados.

Isso quando não vêm no pacote outras condições, como rinite, sinusite, bronquite, pneumonia, agravamento da asma e, nos últimos anos, a H1N1.

Mas entre todas essas doenças, o que é bronquite, exatamente?

De que forma ela se manifesta?

Quais são os seus tipos?

Como diagnosticar, tratar e prevenir?

Bronquite tem cura ou não?

Tudo isso você vai acompanhar a partir de agora.

Se era esse tipo de informação que procurava, siga a leitura e use o conhecimento para cuidar melhor da sua saúde.

O que é a Bronquite?

 

A bronquite é uma doença respiratória que tem como principal característica a inflamação e o acúmulo de secreção nos brônquios – estruturas que levam o ar aos pulmões.

Não é difícil entender como a doença se manifesta.

Por causa desse muco que se acumula, os brônquios acabam ficando inflamados, diminuindo o espaço pelo qual passa o ar.

Isso pode causar, entre outros sintomas, falta de ar, ataques de tosse e chiado no peito.

Importante saber ainda que não existe apenas um tipo de bronquite, mas dois: a bronquite aguda e a crônica.

A primeira dura cerca de duas semanas e é causada principalmente pelo resfriado ou gripe.

Ela pode ser agravada pelo contato com a fumaça do cigarro ou outros agentes que provocam irritação.

A tosse pode persistir por mais três ou quatro semanas ainda.

Já a segunda é marcada pela repetição e ocorre quando o indivíduo apresenta mais de três crises por ano por dois anos consecutivos.

Mais à frente, vamos detalhar os sintomas da doença, mas o alerta para a bronquite é ligado quando há episódios de chiado no peito, dificuldade de respirar, febre e tosse com secreção.

Muita atenção se você for mais suscetível à doença.

É o caso de crianças e os idosos, que se mostram mais vulneráveis ao ataque de vírus e bactérias e, por isso, eles são considerados como grupo de risco para a bronquite.

As pessoas alérgicas também possuem maior predisposição para a doença, principalmente quando em contato com substâncias irritantes, entre elas a fumaça do cigarro, a poeira e os ácaros.

Outro ponto importante é que a bronquite pode ser confundida com a asma ou outras doenças das vias respiratórias.

Por isso, não fique na dúvida: é essencial procurar um médico quando notar que algo não está bem.

Nesse caso, estamos falando do pneumologista.

Sintomas e Diagnóstico

 

Os sintomas da doença variam de acordo com o seu tipo, mas alguns deles estão presentes tanto na bronquite aguda quanto na crônica.

É o caso destas manifestações:

  • Falta de ar
  • Tosse – com secreção ou não
  • Chiado no peito
  • Fadiga
  • Aperto no peito.

Por outro lado, cada tipo da doença também apresenta sintomas diferentes.

Alguns sinais, por exemplo, podem preceder a bronquite aguda, como a azia e rinite, com coceira no nariz e secreção clara.

Além disso, há relatos entre alguns pacientes acometidos pela bronquite de dor de cabeça, dor de garganta e rouquidão.

Já a bronquite crônica, mais arrastada, pode apresentar sintomas como esforço ao tossir, complicações respiratórias e lábios roxos, por causa do baixo nível de oxigênio.

Perceba que há ligeiras diferenças na forma como cada tipo da doença se manifesta.

Seja qual for o caso, a regra número 1 é a mesma: é fundamental procurar um médico pneumologista assim que surgirem os primeiros sintomas.

Ele poderá avaliar o quadro e, então, dar o diagnóstico correto, identificando a bronquite e o seu tipo, ou descobrindo outra alteração oculta.

No consultório, ele irá fazer uma avaliação clínica, escutar a sua respiração e pode pedir exames complementares para auxiliar no diagnóstico da bronquite, mas isso não é obrigatório.

Entre eles, os mais usuais são o raio-x de tórax, o exame de escarro, a oximetria do pulso e o teste de função pulmonar ou espirometria.

Principais Causas

 

Agora que já conhecemos os sintomas da bronquite e também a forma como a doença é diagnosticada, vamos entender melhor o que a provoca.

As causas da bronquite podem variar de acordo com o tipo, da mesma maneira que acontece com as suas manifestações.

Então, vamos falar separadamente sobre cada um deles.

Causas da bronquite aguda

Podemos dizer que a principal causa da bronquite aguda são vírus oriundos de uma gripe ou resfriado.

Ou seja, tudo começa com um problema de saúde extremamente comum, em especial no inverno e em cidades de clima mais frio.

De início, ela afeta a garganta e o nariz e, depois, vai para os pulmões.

Veja que ignorar aquele resfriado que parece inofensivo é uma péssima ideia.

Além disso, apesar de ser mais difícil, também é possível contrair uma infecção bacteriana secundária nas vias respiratórias.

Causas da bronquite crônica

A bronquite crônica tem como principal causa o tabaco, pois ele irrita as vias aéreas.

Mas isso não significa que atinge somente os fumantes, como também as pessoas que convivem indiretamente com o hábito, que são os chamados fumantes passivos.

Além disso, a doença não tem ligação somente com o cigarro.

Ela também pode ser desenvolvida pela exposição à poluição do ar ou por alergias e infecções.

Tudo aquilo que provoca irritação nas vias aéreas pode dar origem a um quadro de bronquite crônica que, como já dito, se repete algumas vezes ao longo de um ano.

Grupos de Risco

 

Você já viu antes que há ao menos dois grupos de risco de bronquite bastante claros, que são as crianças e os idosos.

Mas a doença não se limita a eles.

A bronquite pode ser diagnosticada em pessoas de diversas faixas etárias, na maioria das vezes, durante o inverno.

Na verdade, há alguns hábitos e mesmo características individuais que tornam uma pessoa mais ou menos vulnerável à bronquite.

Assim, os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença são:

  • Fumantes: o tabaco aumenta os riscos de o indivíduo desenvolver a bronquite tanto na sua forma aguda quanto crônica
  • Idade: crianças de até 5 anos e idosos possuem maior risco de contrair a doença. A bronquite aguda costuma afetar mais as crianças, enquanto a bronquite crônica atinge com mais frequência os indivíduos acima de 50 anos
  • Baixa imunidade: esse fator acaba sendo uma consequência esperada de um resfriado, uma gripe ou até mesmo de uma doença crônica, como o câncer
  • Refluxo: pessoas que sofrem de azia ou refluxo gástrico também têm mais chances de desenvolver a bronquite
  • Agentes irritantes: a exposição à fumaça do cigarro, ao pólen, a ácaros ou à poeira aumenta as chances de contrair a doença.

Tipos de Bronquite: aguda, crônica e mais

 

Como já explicado, a bronquite se manifesta de duas maneiras principais: na sua forma aguda e também crônica.

Embora esses sejam os tipos da doença, ela adquire características próprias também quando relacionada com a asma, assim como na sua manifestação em bebês e em idosos.

Para se proteger dessa doença, vale ficar ligado em cada um desses episódios.

Bronquite Aguda

A bronquite aguda é caracterizada por uma infecção viral dos brônquios, podendo ser uma consequência de uma gripe ou resfriado ou, ainda, da exposição à poluição no ar ou à fumaça do cigarro.

Esse tipo da doença costuma durar até duas semanas, mas pode se estender, o que eleva a preocupação.

Caso perdure por mais tempo, o paciente deve tomar certo cuidado, pois ela pode evoluir para um quadro mais sério e comprometer as vias aéreas respiratórias.

Bronquite Crônica

A bronquite crônica costuma aparecer devido ao consumo em excesso de tabaco ou ainda da exposição à poluição, incluindo a própria fumaça do cigarro.

Está presente também em casos de asma.

Pode-se considerar que o paciente possui bronquite crônica quando ele apresenta os sintomas pelo menos três vezes por ano, por dois anos consecutivos.

Obviamente, a abordagem médica nesses casos é diferenciada, o que reforça a necessidade de buscar ajuda especializada tão logo os sintomas apareçam.

Bronquite Asmática

A bronquite asmática é causada por uma alergia, por isso, ela também pode ser conhecida como bronquite alérgica ou apenas asma.

É interessante observar que esse tipo da doença não é transmissível de uma pessoa para outra, porém, ela pode passar de uma geração para outra.

Podemos citar como os principais sintomas da bronquite asmática: tosse noturna, dificuldade para respirar, presença de catarro e chiado no peito.

Bronquite em Bebês

Conforme falamos anteriormente, os bebês são mais suscetíveis a contrair a bronquite.

Geralmente, eles apresentam expectoração e tosse.

Quando os seus pais são fumantes, o risco de contrair a doença aumenta.

Devido à fragilidade das crianças, principalmente dos bebês, é preciso procurar um médico assim que surgirem os primeiros sintomas, para evitar que o quadro se agrave.

Mas cabe aos pais agir preventivamente, pois a bronquite é uma doença evitável.

Bronquite na Terceira Idade

Como os idosos possuem certo enfraquecimento do sistema imunológico, eles são mais suscetíveis a terem problemas respiratórios, como a bronquite.

Outro fator que contribui para a bronquite na terceira idade é o uso excessivo do tabaco em anos anteriores.

Além disso, não custa lembrar que todos os hábitos adotados ao longo da vida adulta cobram o seu preço conforme a idade avança.

Isso vale, inclusive, para a atividade profissional exercida, se havia ou não a exposição a agentes agressores e irritantes.

A Bronquite é Transmissível?

Agora, vamos falar de uma dúvida muito comum quando o assunto é bronquite.

Afinal, quem tem a doença não deseja transmiti-la.

Mas nem sempre é possível evitar o contágio.

A bronquite aguda, como é causada na maioria das vezes por vírus ou bactérias, pode ser transmitida de uma pessoa para outra.

A sua transmissão se dá a partir da inalação de gotículas de saliva ou secreção expelida pelo indivíduo infectado (ao tossir ou espirrar).

Isso reforça a importância de o paciente acometido pela doença se precaver, evitar sair em público e não tossir sem cobrir a boca.

Já no caso da bronquite aguda originada por agentes irritantes como a fumaça, poeira ou ácaros, ela não é contagiosa.

Da mesma forma, a bronquite crônica não é considerada transmissível, pois ela é quase sempre provocada pela fumaça do cigarro.

De todo modo, você pode fazer a sua parte.

Para evitar o contágio da bronquite infecciosa, evite permanecer em locais fechados por muito tempo e mantenha as mãos sempre limpas.

Prevenção é sempre a melhor escolha, mas sem dispensar o acompanhamento médico, como vamos destacar no próximo tópico.

Tratamentos

 

Assim como acontece com as causas e os sintomas, o tratamento também pode ser diferente para a bronquite aguda e para a bronquite crônica.

Veja abaixo como tratar de cada uma das formas de manifestação da doença.

Tratamento para a bronquite aguda

Normalmente, a maioria dos casos de bronquite aguda é tratada sem o uso medicamentos.

Nesse caso, a abordagem é sintomática, pois serve para eliminar os sintomas, mas não a causa.

Os paciente com bronquite aguda são orientados a beber bastante líquido e descansar.

Lembrando que o tratamento adequado depende de avaliação médica.

Não apele para soluções caseiras ou dicas da medicina popular.

Tratamento para a bronquite crônica

A bronquite crônica não possui cura, é essa é a má notícia.

Por outro lado, existem algumas medidas que ajudam a aliviar os sintomas da doença – e é imprescindível seguir tais dicas para alcançar mais qualidade de vida.

Sendo assim, os paciente com a doença devem fazer o seguinte:

  • Usar broncodilatadores para reduzir o componente que diminui os brônquios
  • Se a causa for o tabaco, parar de fumar tão logo consiga
  • Diminuir o contato com agentes irritantes, como poluentes, poeira, ácaros ou produtos químicos
  • Fazer tratamento para ajudar na reabilitação pulmonar.

Vale ressaltar que o paciente diagnosticado com bronquite crônica deve ser vacinado contra a gripe e contra a pneumonia.

Além disso, todas as formas de tratamento que acabamos de relacionar dependem, como você já sabe, de uma rigorosa avaliação médica especializada.

Como Prevenir?

 

A bronquite é uma doença evitável, pois está muito relacionada aos nossos próprios hábitos.

Sendo assim, existem algumas medidas capazes de prevenir a sua ocorrência.

Entre elas, podemos citar:

  • Evitar o tabaco, uma vez que ele aumenta as chances de contrair a doença
  • Lavar as mãos com frequência para não contrair a doença na sua forma viral
  • Tomar vacina contra gripe e pneumonia para fortalecer as defesas do organismo
  • Evitar exposição a agentes químicos e à poluição do ar.

Complicações

Agora, o assunto fica mais sério.

Não dá para brincar ou ignorar.

É preciso tomar muito cuidado e tratar corretamente a doença, seja ela aguda ou crônica.

Como falado durante o texto, a bronquite aguda costuma desaparecer em poucos dias.

Porém, caso isso não aconteça, não espere mais: é necessário procurar um especialista, pois ela pode evoluir para pneumonia, que é uma condição bem mais grave.

Por outro lado, a bronquite crônica pode ser a manifestação de complicações ainda mais sérias, como asma, enfisema pulmonar e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

Os pacientes com bronquite têm mais chances de apresentar infecções respiratórias recorrentes, mas também podem desenvolver insuficiência cardíaca do lado direito, enfisema e hipertensão pulmonar.

Portanto, não espere os sintomas se agravarem para procurar um pneumologista.

Quando notar um ou mais sinais listados acima, agende uma consulta com o especialista.

Com a sua saúde, não se pode brincar.

Conclusão

Caracterizada pela inflamação da mucosa dos tubos que transportam o ar para dentro e para fora dos pulmões, a bronquite pode ser transmissível, dependendo do seu tipo.

Geralmente, a doença é diagnosticada pelo próprio paciente, que sofre de falta de ar ou tosse com secreção.

O médico, então, pode pedir exames complementares para atestar a bronquite.

A sua forma aguda costuma durar poucos dias e o tratamento é sintomático, com repouso.

Já a bronquite crônica requer um pouco mais de cuidado, já que é recorrente.

Os bebês e os idosos são mais propensos a contrair a doença, pois são mais suscetíveis ao ataque de vírus e bactérias.

Quando causada por vírus, a bronquite pode ser transmitida de uma pessoa para outra pela saliva, por gotículas respiratórias presentes no ar ou ainda pelo toque em um local contaminado.

Por isso é importante manter as mãos sempre limpas, beber bastante água, evitar o contato com pessoas resfriadas ou gripadas, não ficar muito tempo em locais fechados e sem ventilação.

Isso sem falar na ação que talvez seja a mais difícil de todas: parar de fumar.

É fundamental procurar um pneumologista quando perceber que algo não está bem, para que ele possa diagnosticar a doença e indicar o melhor tratamento para cada caso.

Não se automedique, pois essa é uma verdadeira armadilha para a sua saúde.

A Cia da Consulta permite a você recorrer aos principais especialistas, pagando valores acessíveis por isso.

Entre no site e agende a sua consulta.