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Amamentação: Tudo o que você precisa saber

Data

17 ● julho ● 2018
Saúde para Crianças

Amamentação: Tudo o que você precisa saber
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A amamentação é o ato da mãe alimentar o seu bebê com o leite materno que é produzido diretamente no peito da mulher. Essa alimentação deve ser exclusiva durante os primeiros 6 meses de vida do bebê.

Esse é um período de muitas adaptações tanto por parte da mãe, que deve produzir, armazenar e liberar o leite em forma de mamadas e do bebê que inicialmente está se acostumando com a ideia de se alimentar, de encontrar a posição certa e sugar o leite na quantidade ideal.

Durante a fase de amamentação, é importante que a mãe ingira muito líquido para garantir a produção do leite além de fazer uma alimentação saudável, pois a alimentação contribui diretamente na qualidade e muitas vezes no sabor do leite que é oferecido ao bebê. Alguns alimentos devem ser evitados para não provocar cólicas ou desconforto ao bebê.

Aqui você vai saber tudo sobre a amamentação, o que é importante para produzir mais leite, maneira correta de amamentar e o que você precisa fazer para passar tranquilamente por esse período e oferecer o melhor para o seu bebê.

Qual a importância da amamentação?

A amamentação é extremamente importante para a mãe e para o bebê, propiciando vantagens como nutrição, proteção, estimulação e laços entre mãe e filho.

 

O leite materno é um alimento produzido pelo corpo da mãe exclusivamente para alimentar o bebê. Ele contém todos os nutrientes, proteínas, açúcar, gordura e vitaminas que o bebê precisa por 6 meses para crescer e se desenvolver com saúde.

Um dos maiores benefícios que o leite materno oferece são os anticorpos, que fortalecem o sistema imunológico do bebê e diminuem as possibilidades de contrair algum tipo de infecção ou alergias.

Além disso, o leite materno é o alimento melhor assimilado pelo sistema corporal do pequeno, produzindo menos gases e mal-estar para o bebê nos seus primeiros períodos de vida.

Durante os primeiros dias, logo após o parto, o leite é amarelo, grosso e se chama colostro. Possui uma grande quantidade de proteínas e substâncias para a imunidade, o qual é o mais importante no começo da vida do bebê.

O leite não favorece apenas na alimentação do bebê, como também o ajuda a relaxar em momentos de ansiedade, criando um vínculo muito especial entre mãe e bebê.

 

Principais benefícios para mãe e para o bebê.

A amamentação permite inúmeros benefícios tanto para a mãe. Conheça alguns desses benefícios aqui:

O aleitamento traz diversos benefícios para a mãe e para o bebê e fortalece o vínculo entre os dois.

Benefícios para a mãe:

 

  • Combate a hemorragia pós-parto e acelera na recuperação da mulher;

 

  • Facilita a perda de peso;

 

  • Diminui o risco de câncer de mama, endométrio e ovário;

 

  • Diminui o risco do desenvolvimento de diabetes tipo 2 pela mãe

 

 

Principais benefícios para o bebê:

 

  • Previne doenças e diminui a taxa de mortalidade;

 

  • Reduz as chances do bebê ter alergias;

 

  • Reduz as cólicas dos primeiros meses;

 

  • Ajuda a acalmar o bebê

 

  • Diminui o risco do bebê ter doenças mentais

 

 

O leite materno possui todos os nutrientes fundamentais para a formação do bebê nos primeiros meses de vida e que vão beneficiar o seu crescimento. Como é formado nos seios, o leite materno está na temperatura correta e por isso não oferece riscos de queimar o bebê.

 

Como manter uma amamentação saudável e perfeita para o bebê.

A alimentação da mãe e do bebê

 

A alimentação da mãe durante o período da amamentação é muito importante, pois isso vai contribuir para a produção do leite materno com maior valor nutricional para a mãe e para o bebê.

Uma alimentação rica em vitaminas é fundamental para a mãe que está amamentando

Por isso, é importante que nesse período a alimentação seja variada e rica em nutrientes e vitaminas, é recomendado que a mãe ingira muitas frutas, vegetais, legumes, cereais integrais e laticínios evitando alimentos industrializados e gordurosos.

 

Durante o período em que está amamentando, a mãe costuma emagrecer em média de 1 a 2 kg por mês, mesmo com um aumento de calorias na dieta. Isso acontece de forma gradual e lenta, devido a energia que é perdida durante a produção de leite e o processo de amamentar.

 

Veja essas dicas que são benéficas na alimentação da mamãe que está amamentando e facilitam a produção do leite:

 

– Ingerir pelo menos 3 frutas por dia;

– Legumes e verduras devem estar presente na alimentação do almoço e do jantar;

– Comer peixe bem cozido em uma das refeições, preferencialmente no jantar;

– Arroz, massas ou batatas devem ser consumidas com moderação;

– Consumir diferentes laticínios uma vez ao dia como 1 copo de leite,

– Acrescentar a dieta pequenas quantidades de carboidratos como cereais e pães integrais;

 

Uma das coisas mais importante a se fazer durante o período de dieta da alimentação é ingerir bastante líquido para ajudar na produção de leite, o ideal é que sejam ingeridos de 3 a 4 litros por dia.

 

Aqui você encontra mais dicas sobre alimentação saudável para a saúde da mulher.

 

Alguns alimentos podem causar desconforto para a mãe, provocando gases e cólicas no bebê por isso é importante que a ingestão deles não seja em excesso. Entre esses alimentos estão: feijão, ervilhas, brócolis, nabo, couve-flor, por exemplo.

 

O leite de vaca e seus derivados, assim como outros alimentos feitos com esse ingrediente também podem provocar cólicas no bebê. O recomendado é que a mãe tome leite sem lactose ou leites vegetais.

O leite de vegetais é um alimento recomendado para prevenir alergias na mãe durante a amamentação.

Alimentos como frituras, embutidos, queijos gordos, refrigerantes, bolos e biscoitos e tudo o que tenha excesso de gordura e açúcar devem ser evitados.

 

O consumo de bebidas alcoólicas não deve ser feito pela mãe durante o período de amamentação, pois é passado para o bebê através do leite durante a mama.

Horário, periodicidade e duração da mamada

A amamentação pode variar em relação a horário, periodicidade e duração, mas o importante é que esses fatores sejam cumpridos para não provocar insuficiências ao bebê e dificuldades para a mãe.

 

A duração de cada mamada varia desde o nascimento até quando o bebê já está maiorzinho, pois com o desenvolvimento do bebê e a introdução de novos alimentos, os hábitos e apetites vão mudando.

 

É importante que a mãe sempre ofereça as duas mamas com duração de 10 a 15 minutos para estimular a produção do leite nas duas e evitar incômodos e dores nos seios.

 

É importante que após a subida do leite, uma mama seja esvaziada completamente e só depois deverá oferecer a outra. Na mamada seguinte, a mãe deve iniciar a mama pelo lado onde o bebê mamou menos.

 

Os horários vão depender da fome do bebê e podem variar entre 2h40 a 4h40 durante o dia e até às 5h durante a noite, garantindo de 6 a 10 mamadas por dia para o bebê nas 24h. A duração de cada mamada também é variável e pode  durar de 20 a 45 minutos.

Alguns fatores influenciam os intervalos entre as mamadas, por isso algumas mães costumam anotar em uma agenda para controlar os horários. Outra coisa importante de se fazer é acompanhar o ritmo de sucção do bebê para ver se ele está mamando de forma conveniente e reconhecer a saciedade e o momento de parar.

A posição da mãe e do bebê são fundamentais para o sucesso da amamentação.

Para uma amamentação bem sucedida é fundamental que se sinta confortável (escolha uma posição estável, com as costas direitas e os pés apoiados) e completamente disponível para dar de mamar.

 

Inicialmente, as mamadas, são curtas. Com o aumento da produção de leite da mãe, aumenta a duração das mamadas, sendo o tempo de duração média de cada mamada.

 

Posições ideais para a amamentação

A posição correta de amamentar influencia muito em uma amamentação confortável tanto para a mãe, quanto para o bebê. É preciso que a mãe esteja em uma posição correta e ajustada a posição do bebê para que ele pegue a mama corretamente.

 

A posição certa facilita que o bebê pegue a mama corretamente para que não provoque ferimento e os mamilos das mães fiquem machucados, já que eles ficam bem sensíveis principalmente nos primeiros dias.

 

Para que o bebê pegue corretamente as mamas, é preciso que abra bem a boca e pegue a aréola na parte de baixo. O sinal de que a amamentação está sendo feita corretamente, é quando ele está de bochechas cheias, com o queixo encostado na mama da mãe, engolindo o leite de forma fácil.

 

Se o bebê pegar somente no mamilo, com a boca mais fechada, é preciso reposicionar o bebê, pois isso pode fazer com que os mamilos da mãe fiquem machucados com pequenas rachaduras e assim impedindo a saída do leite, o que pode deixar o bebê irritado por não conseguir mamar.

 

Os mamilos rachados podem fazer com que a mãe não consiga amamentar o bebê de forma eficiente e isso também pode dificultar a produção do leite, causando endurecimento nos seios. Veja aqui algumas dicas para tratar os mamilos rachados.

 

Além da tradicional posição para amamentar, em que a mãe está sentada, o bebê está deitado na horizontal e a mãe a agarrá-lo com os braços, existem outras posições que podem ser mais confortáveis para a mãe e para o bebê, como:

 

1: Mãe deitada de lado na cama

Deve-se oferecer a mama que está mais próxima do colchão e para que você fique mais confortável, apoie sua cabeça numa almofada e verifique sempre se o bebê está mamando bem para prevenir  rachadura nos mamilos. Essa posição é muito confortável para a mãe e para o bebê e útil durante as mamadas noturnas.

 

2: Sentada com o bebê deitado no colo

A mãe deve colocar o bebê deitado no seu colo e sentar de forma confortável em uma cadeira ou sofá. A posição está correta quando a barriguinha do bebê encostada na da mãe, enquanto segura o bebê com os dois braços por baixo do seu corpinho.

 

3: De pé

Para dar de mamar enquanto você está de pé, para isso você poderá deitar o bebê no seu colo mas deverá colocar uma das suas mãos entre as pernas do bebê para apoiá-lo melhor e ter mais segurança.

 

 

4: No sling

Se o bebê estiver no pano que segura bebê, também conhecido por sling, você deverá manter ele sentado ou deitado, dependendo da posição onde ele já estiver acomodado, e oferecer a mama que estiver mais próxima da boquinha dele.

 

Cada bebê tem o seu ritmo para mamar, uns mamam de forma satisfatória em 5 minutos, enquanto outros podem precisar de mais tempo. O ideal é que o bebê mame pelo menos 20 minutos a cada mamada. Com o crescimento e desenvolvimento do bebê, o tempo das mamadas fica cada vez menor.

 

Como fazer o bebê arrotar?

O arroto acontece porque, durante os primeiros meses de vida, o bebê ainda não sabe direito como sugar e como seu sistema digestivo ainda está se formando, ele engole bastante ar. Conforme ele for crescendo, por volta dos 4 aos 6 meses, provavelmente ele conseguirá fazer isso sozinho com mais facilidade e menos frequência.

 

O arroto após o beber ter mamado é um sinal que evita que a criança não tem gases na barriga e por isso não vai ter desconforto com cólica.

É importante que as mamães saibam que o período em que os bebês engolem mais ar, é quando eles choram e não durante as mamadas. Em relação aos arrotos, cada criança reage de uma forma, algumas podem arrotar rapidamente enquanto outras não precisam arrotar.

Não existe uma quantidade de vezes em que o bebê tenha que arrotar e também não há um consenso entre cheiro ou barulho, se deve ser alto ou baixo. Cada bebê reage de uma forma, os recém-nascidos também precisam de ajuda para arrotar.

Aqui você vê 5 dicas para facilitar esse processo e deixar o seu bebê tranquilo:

  1. Fique atenta aos sinais que o seu bebê manifesta

 

Se durante a amamentação o seu bebê parar de mamar e começar a chorar, pode ser um sinal de que ele precisa arrotar mas não está conseguindo. Ele também pode fazer algumas carretas para manifestar essa vontade através de um desconforto.

O choro pode indicar que o bebê está desconfortável e não consegue arrotar.

 

  1. Nunca deite o bebê após a mamada.

 

O ato de arrotar evita o refluxo e o engasgamento, por isso assim que o bebê terminar de mamar, é recomendado que ele fique em uma posição com a cabeça mais elevada que o corpo. Não deixe ele deitado, pois isso pode fazer com que o bebê se engasgue.

 

Algumas crianças conseguem expelir o ar do estômago por meio de soluços. Por isso, não se assuste caso o bebê começar a soluçar diversas vezes durante o dia.

 

  1. Massageie as costas do seu filho.

 

Esta é uma das formas que também poderá facilitar o arroto do seu bebê. Neste caso, apoie a cabecinha do bebê no seu ombro e massageie levemente suas costas. Coloque um paninho no ombro caso haja regurgitação, para não se sujar.

 

  1. Coloque o bebê sentadinho no seu colo.

 

 

É muito comum que os bebês se engasguem durante a mamada, devido à falta de adaptação e coordenação entre os processos de sucção, deglutição e respiração que ele vai se acostumando aos poucos.

Por isso, é fundamental dar de mamar com bastante tranquilidade, respeitando o ritmo e a vontade de arrotar e é importante que você fique sempre atenta aos sinais de engasgamento.

 

Se o rostinho do bebê começar a ficar cinza ou roxo, pode significar que ele tenha engasgado e esteja com dificuldades para respirar. Caso isso aconteça, posicione a cabecinha do bebê de lado imediatamente. Se mesmo após esse movimento ele permanecer engasgado, procure imediatamente ajuda médica.

 

Até quando devo amamentar?

Os benefícios e importância que a amamentação traz para o bebê e para a mãe são inegáveis. Mas sempre que chega no momento em que o bebê não se sustenta mais só com o aleitamento materno, a mãe fica cheia de dúvidas em até quando amamentar.

O processo do desmame acontece quando o bebê passa a conhecer outros alimentos.

 

O processo de desmame  inicia quando outros alimentos são introduzidos além do leite materno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de idade. Em raríssimas situações apenas quando a mãe não puder amamentar, é necessária complementação ou substituição com outros alimentos.

 

Depois dos seis meses, quando o bebê já tem todo o seu sistema digestivo amadurecido para receber outro alimento que não o leite materno e também já necessita de nutrientes que não são encontrados no leite produzido pela mãe deve-se encerrar.

 

A partir de então, o bebê começa a diminuir as mamadas no peito e adquirir o hábito de mastigar, começando pelas papinhas doces e salgadas até comer a mesma comida da família. A amamentação passa a ser um complemento da alimentação.

 

Segundo a OMS, o aleitamento materno deve acontecer pelo menos até os dois anos ou até ser prazeroso para mamãe e criança. O que a mamãe deve ficar atenta é se a amamentação não está interferindo na alimentação da criança e prejudicando a nutrição adequada do pequeno (o bebê mama mais do que ingere outros alimentos). Como já dissemos, a amamentação após os seis meses deve ser um complemento da alimentação e não a alimentação principal.

 

Principais problemas e dificuldades na amamentação

Alguns problemas podem causar dor e desconforto na hora da amamentação, eles ocorrem principalmente se o bebê pega a mama de forma errada, o que pode ocasionar rachaduras e fissuras podendo impossibilitar a mãe de amamentar.

 

– Dores na amamentação

A dor nos seios ocorre geralmente nas primeiras semanas da amamentação. Acredita-se que pelo menos 90% das mulheres passam por esse dilema de sentir dor. Essas dores deixam o bico dos seios muito doloridos, precisando por vezes parar de amamentar.

 

Alguns remédios podem ser usados para aliviar as dores nas mamas, portanto só devem ser recomendados por médicos pois podem ser perigosos para o bebê.

 

É importante também corrigir algumas práticas que talvez nos estejam prejudicando a amamentação, o modo como o bebê toma o leite do peito é a principal causa de problemas.

 

Com essas dicas, você vai conseguir aliviar as dores nos seios durante a amamentação:

 

– Ajuste a posição da boca do bebê sobre o seio

Na hora de sugar o leite, o bebê pode machucar o seio por sugar somente o bico. Para isso não ocorrer, é preciso que a boca do bebê cubra a maior parte da aréola. Faça com que o bebê abra bastante a boca e você pode introduzir o seu dedo para ajustar isso.

 

– Aplique compressas de água morna nos seios

Aplicar compressa morna pode ajudar a evitar a dor nos seios durante a amamentação. Além disso, pode ajudar para que a pele cure rapidamente e o leite não fique “pedrado” como chamam popularmente.

 

Para aplicar a compressa recomenda-se utilizar uma toalha limpa, molhando-a na água morna, pois a água muito quente pode deixar a mama sensível.

 

Deixe a toalha nos seios em temperatura ambiente. Quando já tiver esfriado repita o processo. Isto também pode ser aplicado para aliviar a dor pela congestão mamária.

 

– Use almofadinhas de hidrogel

As almofadas de hidrogel são um produto especialmente criado para ser usado como calmante da dor nos seios.  Elas são folhas feitas de silicone que criam uma barreira protetora. Inclusive, devido à sua composição, podem ser refrescantes e calmantes nos momentos de muitas dores.

 

A função dessas almofadas também é evitar que o sutiã ou as almofadas de amamentação nos machuquem. Seu tamanho é equivalente aos da aréola, por isso oferecem proteção nos lugares que as mães mais precisam.

 

– Aplique leite materno

O leite materno contém emolientes naturais que são benéficos para ajudar na cura dos seios doloridos. Também possuem ação bactericida e ajudam a proteger e curar com rapidez.

 

Quando houver feridas ou rachaduras, esprema algumas gotas de seu próprio leite e esfregue sobre os bicos dos seios. Antes de cobrir o seio, espere que o leite seque completamente.

 

– Aplique bálsamos e unguentos

Para combater a dor durante a amamentação, existem no mercado alguns bálsamos, porém eles devem ser recomendados pelo médico pois muitos podem conter ingredientes que podem provocar alergias nas mamas e também no bebê, podendo colocar em risco a sua alimentação.

 

Os unguentos à base de calêndula também ajudam a acalmar a dor. Da mesma forma, a vantagem de usar esses produtos é que contribuem para a cura dos bicos do seio.

 

Mesmo que os seios doam muito,  não é recomendável que a mãe abandone a amamentação. É muito importante seguir amamentando, a menos que o médico decida pelo contrário. O uso de extrator de leite também pode ajudar a tirar o leite sem dor para não prejudicar a alimentação do bebê.

 

O que fazer quando tiver pouco leite?

Os desafios na amamentação são muitos e algumas mães podem diminuir a produção de leite ou simplesmente parar de produzir. Isso pode acontecer devido a falta de estímulo ao dar de mamar ou por algum problema de saúde da mãe.

Uma alimentação correta e saudável estimula a produção de leite.

Para manter o estímulo, a sucção adequada e regular do bebê é muito importante, porque o leite é produzido a partir desse processo.

Se você tem pouco leite e a qualidade dele não é tão boa, veja algumas dicas para melhorar isso:

 

  1. Observe se o bebê pega o seio de forma correta

 

O bebê deve estar com a boca pegando toda a aréola e não pegar só o bico.

Quando isso não ocorre, a produção de leite cai, a mãe pode se machucar e o filho não receber a quantidade ideal de leite.

 

  1. Ofereça o peito logo após o parto

 

É ideal que o bebê já receba a primeira mamada logo nas primeiras horas ao nascer. Além de receber um leite mais fortificado, o chamado colostro nesses primeiros momentos o bebê tem mais chance de pegar o seio adequadamente. Mesmo que a mãe produza pouco leite, deve continuar tentando para estimular e aumentar a produção.

 

  1. É importante investigar a dor

 

Nos primeiros dias é normal as mamas ficarem bastante inchadas, doloridas e podendo liberar pouco leite. Depois disso, se o incômodo continuar isso merece atenção, pois a mãe pode estar desenvolvendo alguma doença que deve ser tratada.

 

  1. Amamente bastante

 

Dar de mamar quando o bebê quiser, sem estabelecer horários, é um ótimo método para manter os seios saudáveis e também para estimular a lactação. Se o tempo entre uma mamada e outra demorar muito, o ideal é retirar o leite com bombas de sucção elétricas ou manuais.

 

  1. A mãe precisa estar descansada

 

O stress, ansiedade e noites mal dormidas influenciam na amamentação. E isso pode acontecer frequentemente com as mães devido às preocupações com o bebê, especialmente nos primeiros meses quando ele não consegue manifestar o que sente.

A mãe deve aproveitar as dormidas do bebê para descansar e estar pronta para amamentar novamente.

Esses fatores atrapalham a saída do leite e é importante também que as mulheres possam amamentar em lugares calmos para estimular a amamentação.

 

  1. Espere a mama esvaziar antes de trocar de lado

 

Os dois seios devem ser oferecidos à criança, respeitando o ritmo natural da amamentação. Isso porque interromper a alimentação antes da hora pode fazer com que o organismo entenda que aquela quantidade que fabricou não é mais necessária.

 

A Sociedade Brasileira de Pediatria disponibiliza um manual de amamentação para as mães, você pode conferir aqui e tirar mais dúvidas de como fazer uma amamentação correta.

 

Próteses nos seios

Mulheres que têm próteses de silicone nos seios, podem amamentar? Sim, a mulher pode amamentar e pode colocar silicone mesmo se você pretende engravidar. A prótese não interfere na estrutura da glândula mamária, pois é colocada atrás da glândula, ou seja, não entra em contato com o organismo.

 

No entanto, se a cirurgia não tem só caráter estético mas também precisa ser feita uma redução da pele e correção, chamada ptose mamária (devido à queda por flacidez), isso poderá implicar na retirada de tecido mamário e nesse caso a amamentação pode ficar afetada.

 

A mulher grávida nunca deve fazer cirurgia de prótese de silicone e o período ideal para amamentar é depois de 9 meses da cirurgia, período em que o processo inflamatório já está cicatrizado.

 

Veja aqui alguns mitos e vantagens sobre silicone e amamentação.

 

Bico invertido

Os chamados bico invertido ocorrem quando os mamilos se contraem ou se projetam para dentro, ficando ligeiramente invertida ou bastante invertida. Nesse caso pode dificultar na hora da amamentação.

 

Para saber que tipo de mamilo você tem é fácil: com ajuda dos dedos indicador e polegar, faça uma espécie de “C” e suavemente aperte a região da aréola. Se seu mamilo não ficar saliente, então ele é plano; caso se volte para dentro, ele é invertido.

 

Mesmo com o bico invertido, é possível fazer a amamentação. Basta que eles sejam estimulados com a sucção do bebê. Saiba que, conforme o bebê vai conseguindo sugar o peito direitinho, mesmo que no início o bico não apareça, o próprio movimento da boca do seu filho ajuda a fazer com que a pega seja cada vez mais fácil, e o bico vá surgindo.

 

Seja paciente e lembre-se de que a prioridade é que seu bebê esteja bem alimentado. Procure orientação de um especialista, para que você possa ordenhar o leite por uma semana ou mais até que os mamilos estejam salientes o suficiente para o bebê conseguir pegar.

 

Você também pode pegar algumas dicas com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano para encontrar o banco de leite mais próximo.

 

Como realizar o acompanhamento médico?

O processo de amamentar é o ato mais importante após o nascimento do bebê e isso faz com que gere muitas dúvidas nas mamães, principalmente se forem de primeira viagem.

 

Antes e durante da amamentação, surgem dúvidas como: será que a pega está correta? O bebê está ganhando peso adequado? Quais as posições para amamentar? Como fazer para retirar o leite do peito?

 

Dúvidas como estas surgem, são parte constante da vida de uma mãe e o acompanhamento por um profissional de amamentação é muito importante para passar por tantas incertezas de forma mais tranquila.

 

O pediatra pode auxiliar você com os melhores métodos para amamentar o seu bebê de forma correta. Por isso, você pode procurar um médico pediatra, que será o mesmo do seu filho antes mesmo do bebê nascer para já ter uma melhor orientação sobre a amamentação.

 

 Conclusão

Amamentar é uma das melhores formas de carinho que você pode ter com o seu bebê.

Amamentar é um ato de amor, carinho e aconchego, além de ser o elo pelo qual você proporciona o alimento mais perfeito do mundo para o seu bebê, feito exclusivamente para seu ele.

 

O leite materno é um alimento fundamental para o bebê e deve ser exclusivo até os seis meses de vida, para que ele receba todos os nutrientes que precisa e fique livre de possíveis alergias e doenças no futuro.

 

O começo nem sempre é fácil, as mães sentem-se inseguras e precisam de apoio e paciência inicialmente para que o bebê pegue a mama da forma correta e não machuque o bico dos seios da mãe, prejudicando assim a sua própria alimentação.

 

É importante que a mãe faça uma alimentação saudável, que inclua bastante frutas e verduras para fortalecer o leite materno com nutrientes. É fundamental também que as mães tomem bastante líquido para aumentar a produção de leite e oferecer assim ao bebê.

 

Mesmo que o processo de amamentação seja difícil, não desista de amamentar o seu bebê, busque ajuda médica e proporcione a ele esse alimento que só traz benefícios pra você e para ele.

 

Acompanhe o nosso blog e fique por dentro de mais dicas para cuidar da  sua saúde. Outros artigos do blog também vão esclarecer as suas dúvidas e ajudar você a se prevenir de algumas doenças.

 

Esse texto ajudou você a saber mais sobre a cólica, sintomas e tratamento? Se ajudou você, compartilhe para que outras pessoas também possam conhecer e se cuidar. E lembre-se sempre de procurar um médico para cuidar de você de maneira segura.